2 de março de 2017

Portela Campeã do Carnaval do Rio 2017


Águia, símbolo da Portela, no Abre-alas

 Uma escola de tradição, querida por muitos cariocas, voltou a ser campeã no Carnaval do Rio. Portela trouxe para avenida o enredo que faz referência à música de Paulinho da Viola “Foi um rio que passou em minha vida”, falando sobre rios, mitos e população ribeirinha! Finalmente o jejum de 33 anos chegou ao fim.

A escola de Madureira, conhecida por sua velha guarda e tantos artistas portelenses, como Paulinho da Viola, Marisa Monte, Zeca Pagodinho, Maria Rita, Teresa Cristina e Diogo Nogueira, veio com um enredo difícil, mas que não atrapalhou na criatividade do carnavalesco Paulo Barros, em seu segundo ano à frente da escola.

Se em 2016, a Estação Primeira de Mangueira reinou na avenida, com enredo homenageando a baiana Maria Bethânia, este ano, a Portela veio com garra e toda sua torcida para Sapucaí. A disputa durante apuração ainda ficou acirrada entre as duas, mas aos poucos Mangueira foi perdendo ponto em evolução, por conta de um buraco deixado na avenida, causado pelo carro que trazia a cantora Alcione. Os jurados viram e não deixaram passar.

São Jorge em carro da Mangueira
 
Já a deslumbrante Mocidade Independente de Padre Miguel perdeu por muito pouco para Azul e Branco. Mocidade surpreendeu pela beleza dos carros e fantasias, e ainda pela comissão de frente que colocou uma réplica em miniatura do Aladin para voar pela avenida.



Apesar de um ano difícil, com sérios problemas durante os desfiles do Paraíso do Tuiuti e da Unidos da Tijuca, quando carros alegóricos provocaram acidentes ainda na concentração, o resultado trouxe um presente para o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, com a Portela e a Império Serrano campeãs do carnaval.

Confira alguns momentos do desfile da Campeã do Grupo Especial: 















8 de fevereiro de 2017

Escape 60 – Brincando de detetive




Quem costumava jogar Detetive e Scotland Yard quando mais jovem, certamente vai querer experimentar o Escape 60

A diferença que você está literalmente dentro do jogo, preso em um ambiente misterioso e tem apenas 60 minutos para escapar. Vale reunir os amigos, os colegas de trabalho ou seus irmãos e primos que adoram desvendar pistas, decifrar códigos e montar tangram.

Há várias salas e, em cada uma, há uma historinha misteriosa que envolve os participantes. Na sala que participei, eu e meus amigos fomos convidados para um jantar, organizado por um ex-colega de turma, para comemorar 10 anos de formados. Mas ao entrar na casa, descobrimos que ficamos trancados e que nosso colega já havia morrido há um ano. Ele deixa uma carta, se queixando do bullying praticado por nós e que agora era vez dele de se vingar. Agora temos que achar um jeito de sair de sua casa.


Em cada pista desvendada, a gente se surpreendia. Não é fácil e simples. Mas é muito divertido. Durante o jogo, você pode solicitar pistas, mas nem sempre elas são oferecidas. Apenas 20% conseguem sair da casa dentro do tempo. Nós não conseguimos por pouco. A última etapa é a mais difícil.

O trabalho é de equipe e todos devem ficar atentos a todo tipo de pista e compartilhar suas descobertas. Não é um jogo em que os participantes disputam entre si. Ou todo mundo ganha, ou todo mundo perde.

O jogo virou febre não só entre os jovens, mas também entre os adultos. É preciso agendar o dia e o horário para garantir a brincadeira, que não é barata (R$80 por pessoa, com mínimo 4 pessoas por sala). Rola às vezes promoção, o que sai pela metade do preço.

3 de fevereiro de 2017

La la Land – o musical que caiu no gosto popular



Musical não agrada todo mundo, mas La la Land – Cantando Estações parece ser um fenômeno. Depois de receber sete estatuetas no Globo de Ouro e ter 14 indicações ao Oscar, o longa virou assunto em todos os lados.

Talvez a explicação para tamanho sucesso seja porque o filme, ao mesmo tempo que faz várias referências a clássicos do cinema, foge do óbvio e traz atores que não são showman. Emma Stone interpreta Mia, uma aspirante a atriz que sonha fazer sucesso em Hollywood, mas só recebe “nãos” em seus testes. Ryan Gosling vive o pianista Sebastian, amante de Jazz e que sonha ter um espaço para se dedicar ao gênero musical predileto. Eles se esbarram na engarrafada cidade de Los Angeles e vivem um romance. Até aí, parece mais um clichê. Mas o filme vai muito além disso.

A história é contada misturando, é claro, muita música e dança. Impossível não remeter aos clássicos de Fred Astaire e tantos outros filmes que marcaram as cores vibrantes, as coreografias ensaiadas, o sapateado e os cenários de estúdios. Uma metalinguagem contemporânea, mostrando bastidores do cinema, com direito a fantasia, cenários fakes, quase beirando ao brega, mas com roupagem atualizada.

A trilha sonora é um charme à parte, com melodias incríveis como “Another Day of Sun” e a emocionante “Mia & Sebastian´s Theme (late for the date)”, de Justin Hurwitz, que faz um som no piano extraordinário! Veja mais nesse link
 
No final das contas, a nostalgia por filmes românticos, leves e divertidos fez do La la Land um filme surpreendente que vence dramas, suspenses, ações, super heróis, ficções científicas e outros gêneros já batidos.

Dá uma olhada nas referências cinematográficas do filme. Edição disponível no canal Burn Book TV.Outras referências citadas aqui.