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27 de abril de 2017

As furadas de uma viagem...







Quando você programa uma viagem de férias, a expectativa é sempre alta para que tudo dê certo. Isso inclui desde a escolha do destino, passando pelo período do ano, até se sua saúde está em dia. Quando há planejamento, 80% tem chance de dar certo, mas há situações que não dependem de você. Exemplos?

Greve geral programada no dia de seu embarque! Pilotos e comissários resolvem aderir à paralisação e seu voo é cancelado “por força maior”. Você escolhe como destino um lugar de praia, sendo 90% da programação voltada para o ar livre. Previsão do tempo para a semana: pancadas de chuva para TODOS os dias. Você programou uma viagem incrível de 20 dias em outro continente, e seus últimos exames estão ok! Você senta ao lado de um passageiro mega gripado durante um voo de 12 horas. Conclusão: você amanhece gripado no seu primeiro dia de viagem! Ou você acaba perdendo um voo de conexão, porque teve uma forte dor de barriga e acaba passando minutos a mais no banheiro do aeroporto.

Parece mentira, mas todas as situações acima são verdadeiras. Inclusive a da previsão do tempo e da greve geral estão acontecendo, rs! Vale a reza forte e o pensamento positivo!

É claro que rola aquela frustração quando as coisas não acontecem como o desejado, mas vale sempre lembrar que férias é aquele período do ano que você PRECISA se desligar, e buscar relaxar. Se a viagem não saiu conforme o planejado, tenta aproveitar da melhor maneira possível. Encurtar o período de estagia, aproveitar passeios que independem da previsão do tempo, mudar de hospedagem quando é possível, colocar opções de roupas tanto para dias quentes quanto para frio inesperado, levar sempre uma muda de roupa extra na bagagem de mão no caso de extravio de mala, etc. Nem sempre é possível evitar a dor de cabeça quando os problemas aparecem, mas um pouco de bom humor faz toda a diferença.

1 de fevereiro de 2017

O Fim da Rádio MPB FM 90.3



Chegou ao fim a rádio MPB FM 90.3 no dia 31 de janeiro de 2017. Uma emissora que valorizava nossa cultura popular brasileira, nossos artistas, nossa música. Um veículo que divulgava trabalhos excelentes de profissionais incríveis como o mestre Fernando Mansur, radialista, professor e grande comunicador da era moderna do rádio.

Desde seu lançamento, na década de 2000 pelo Grupo O Dia, a proposta da então Nova MPB FM foi inovar, abrindo espaço para verdadeira Música Popular Brasileira, com multiplicidade de gêneros musicais. Ao contrário de outras emissoras, que durante a programação maçante de músicas estrangeiras ainda tocavam alguns sucessos nacionais, a MPB FM só tocava música feita por artistas brasileiros.

Tive a oportunidade de ir em algumas gravações do programa Palco MPB FM, com apresentação de Fernando Mansur. Um dos programas mais significativos da emissora, que abriam espaço para artistas apresentarem seu show, com uma hora de duração. Todos foram sempre muito animados. Outros programas também marcaram, como Faro MPB e o Samba Social Club, aos finais de semana, que tocava samba de raiz e trazendo novidades do mundo do samba.

Como jornalista, lamento profundamente o fim de um importante veículo de comunicação. Mas como amante da boa música popular brasileira, ouvinte de rádio e admirador de grandes artistas nacionais, fico triste pela perda de um canal que transmitia bem-estar.

Ficamos órfãos.

Nas redes sociais, o anúncio do fim da rádio repercutiu muito, e todos lamentavam com seus depoimentos pessoais de como a rádio fazia parte do seu dia a dia. O sentimento é de perda mesmo.
Mesmo depois da venda de 50% da marca ao Grupo Bandeirantes, em 2012, o combinado era que a identidade da programação fosse mantida até certo tempo. Mas parece que esse período acabou e a Band decidiu encerrar as atividades, passando a frequência para Band News (que continua também na 94.9 FM).

Em tempos de spotify, a crise chegou às emissoras de rádio. Os antenados dirão que é a modernidade avassaladora, permitindo você criar sua própria rádio, sua própria programação. Os saudosistas dirão que é o fim da era do rádio de pilha, de rádio do carro, do som da sala, do “MPB FM. Todo mundo Ama”.
Viva a Música Popular Brasileira. Viva MPB FM.

27 de janeiro de 2017

“Se gritar pegar ladrão, não fica um, meu irmão”



Outro dia fui cortar o cabelo no barbeiro de sempre e, enquanto rolava a tesoura, víamos na TV a notícia que o empresário Eike Batista era considerado foragido, depois que a Polícia Federal decretou sua prisão por pagamento de propina ao então governador do Rio, Sérgio Cabral, já preso desde novembro. Aquele que já foi apontado como um dos homens mais ricos do mundo, e que já foi até capa da Revista Fobes, agora está na lista de foragido da Interpol.

A conversa com barbeiro seguiu, naturalmente, para o caso escabroso, até que ele solta: “já se tornou uma questão cultural. Todo empresário no Brasil já se acostumou a ser corrupto, porque, num país onde vivemos, é impossível ser 100% certinho. Claro que, no caso de um grande empresário, a chance de ser corrupto aumenta, para que ‘a roda continue a girar’. Todos querem ganhar, sejam os políticos, oferecendo vantagens, sejam os empresários pagando o preço para serem beneficiados”.

Parece absurdo (e é!), mas se parar para pensar, tirando a questão da ganância e do jogo de poder, muitos empresários só enriquecem de verdade porque não pagam todos os impostos ou esquematizam contratos para não seguir todos os deveres exigidos por lei. O que encontramos são empresários que não colocam na carteira de trabalho de seus funcionários, por exemplo, o salário que realmente ganham, preferindo pagar a maior parte por fora, diminuindo o custo por funcionário. “Se não for assim, todos os comércios estariam fechados nessa rua”, aponta o barbeiro.

Pior é quando aquele que deveria servir de exemplo é o primeiro a ser denunciado por inadimplência. Está hoje nos jornais que o vice-prefeito do Rio acumula uma dívida de mais R$215 mil em IPTU e ainda R$137 mil em impostos não pagos pela sua empresa de consultora. Segundo seu advogado, “o vice-prefeito, como muitos profissionais liberais, enfrenta dificuldades para pagar tributos por causa da crise econômica do país”. Se o vice-prefeito não paga, quem é que vai pagar?

Se o empresário não consegue pagar o imposto, o empregado ganha menos na carteira de trabalho e o Governo ainda está falido, então está tudo errado.

Para o simples cidadão, que acompanha os noticiários de políticos e empresários presos por propina, a situação de desespero só aumenta. Só para piorar, o pagamento parcelado da dívida do cartão de crédito acaba de ser banido. O preço para ser honesto no Brasil está custando caro.