19 de março de 2014

Auto-conhecimento



Este ano retornei ao grupo de estudo da doutrina espírita. Algo que me fazia falta porque, além de estudar e aprender mais sobre a doutrina que escolhi, é uma oportunidade que tenho a cada semana de refletir sobre minhas ações (ou falta delas) e de auto-análise.

Ser espírita não é apenas crer na vida após a morte, acreditar na reencarnação e crer nos ensinamentos de Jesus. É assumir um compromisso consigo mesmo e com a espiritualidade, na busca de seu progresso espiritual através da prática da caridade. Passamos a ter consciência da nossa missão enquanto encarnados, ou pelo menos, acreditamos que há um planejamento prévio, estabelecido antes de reencarnarmos. Portanto, sabemos que houve um comprometimento de nossa parte em cumprir tal planejamento.

Quando encarnamos, esquecemos propositalmente tudo aquilo que foi planejado no plano espiritual. Digo propositalmente porque se nós, espíritos em evolução, tivéssemos consciência plena de todas nossas falhas pretéritas, viveríamos perturbados diante de tantas cobranças íntimas. Não sabemos o que exatamente cometemos em vidas passadas, mas se estamos encarnados certamente é porque temos uma missão, algo a ser reparado, provas e expiações a serem cumpridas. Nossa nova oportunidade de vida é como um papel em branco, em que vamos aos poucos preenchendo com boas ou más atitudes e pensamentos. Assim como na escola, onde sabemos que o erro faz parte do aprendizado; em nossa vida nem sempre escolhemos os melhores caminhos, as melhores respostas, as melhores condutas. Mas nem por isso, deixamos de reconhecer o erro (quando percebemos a tempo) e tentamos consertar, ou melhorar.

Vejo no espiritismo uma verdadeira escola da vida, onde somos encaminhados aos ensinamentos de Jesus – a verdade e o caminho. É buscar as respostas para os desafios que encontramos no dia a dia. Crer que para tudo há um sentido, um significado, nada é por acaso e que as provas e expiações nos servem para amadurecer, aprender e evoluir.

É um momento de auto-conhecimento, identificando nossas falhas, nossas fraquezas, medos, inseguranças. A auto-evangelização também é importante, quando assimilamos os ensinamentos e buscamos corrigir nossas falhas. Mas acima de tudo, percebemos o quanto estamos atrasados e precisamos evoluir, diante de exemplos de trabalhadores como Chico Xavier, Divaldo Franco, Irmã Sheila, Bezerra de Menezes, André Luiz e tantos que nos inspiram.

“Viver é uma arte, um ofício, só que precisa cuidado, pra perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício”. Portanto, essa auto-evangelização depende também de como estamos enxergando o nosso próximo. Amar o próximo como a si mesmo é essencial para nossa própria evolução. Doar-se é o compromisso que nós assumimos lá em cima, independente das nossas falhas. Nosso crescimento espiritual depende disso. O meu desejo (e vou tentar o máximo) é falar menos e praticar mais.

Um comentário:

Mário Cesar quatromd disse...

Filho, continue lendo e estudando, pois o seu progresso depende muito disso, nós evoluímos ou ficamos estacionados espiritualmente, todos os dias, depende muito do que fazemos. Quando for fazer algo, pense no que você veio fazer nesse orbe. Não deixe de se divertir, isso também é evolução, mas com moderação, pois o exceder é que é prejudicial para o nosso desenvolvimento. Pratique sempre o bem, sem olhar a quem, e não espere de maneira nenhuma o retorno de algum benefício. Beijos, seu pai.