7 de abril de 2009

Dia do Jornalista


Não querendo ser clichê, mas dia do jornalista é que não falta! Isso é sério! Teoricamente hoje é comemorado o Dia do Jornalista, mas reza a lenda que dia 29 de janeiro também, assim como 16 de fevereiro, 3 de maio, 1º de junho... (leia mais sobre o porquê de tanto dia na matéria).


Certamente esta é uma profissão que desperta diversas reações nas pessoas em geral, isso porque ela carrega um grande paradoxo: se por um lado, alguns a definem como o “quarto poder” (depois do executivo, legislativo e judiciário), sendo de grande importância na formação da opinião pública de uma sociedade; por outro lado ela é encarada como o monstro perverso e sensacionalista, que pode denegrir a imagem de qualquer um que vai contra os seus interesses (traduzindo, os interesses dos “donos” da comunicação).

No fundo, a ideia que se passa é “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, ela está presente todos os dias em sua casa, através dos jornais, das revistas, do rádio, da televisão, da internet e outros meios de comunicação. Estar antenado ao que acontece desde o seu bairro até do outro lado do planeta, de certa forma depende exclusivamente do jornalismo.

Muitos criticam o profissional de jornalismo porque acreditam que eles “burlam”, “interferem”, “manipulam” qualquer tipo de informação, faltando com a verdade. É claro que não existe verdade absoluta, e tudo depende da visão de quem informa. E isso não é uma característica própria de um jornalista. Isso é do ser humano.

Se você escuta uma história de alguém ou passa por uma situação, automaticamente você passará a sua versão sobre o fato. Se esta versão é verdade ou mentira, só quem passou pela mesma situação dirá (ou também terá a sua própria percepção).

Mas há uma grande diferença do bom e do mau jornalismo. Hoje, nos deparamos com profissionais despreocupados com a ética e o bom senso. Infelizmente, o sensacionalismo vende, porque o público compra isso. Porém, isso não quer dizer que só consumamos lixo. Há muitos profissionais sérios no mercado sim, só precisamos reconhecê-los.

O que falta na sociedade é senso crítico para distinguir o bom do mau comunicador. Nem sempre o jornal mais vendido é o mais confiável. Nem toda revista que se diz com “credibilidade” no mercado é confiável. Antes de acreditar na verdade absoluta de uma matéria, seja ela escrita por um colunista renomado ou por um jornalista comum de redação, devemos ter senso crítico, analisar e observar que contexto aquele texto está sendo escrito, para quem está sendo escrito e, principalmente, por que está sendo escrito.

É justamente isso que aprendemos em uma boa faculdade de jornalismo! Antes de saber escrever, de informar, de praticar o jornalismo, aprendemos a importância dessa profissão na construção de um pensamento, de uma ideia, de uma opinião. Ser crítico é buscar sempre o equilíbrio nas múltiplas verdades disponíveis ao nosso redor. Buscar ser ético sempre, procurar informar aquilo que realmente tem interesse público, priorizar a neutralidade, mesmo sendo impossível não transparecer seu ponto de vista. Escutar não só uma versão, mas duas, três, ou quantas forem necessárias para que não haja favoritismo.

Jornalismo é uma prática diária sim, mas não é um mecanismo robótico. Não existe receita de bolo para isso. Cada dia, devemos refletir o porquê de uma notícia divulgada. Quais os impactos dela na sociedade, no progresso de uma nação... pode parecer filosofia barata, mas não é. Basta lembrar quantas vezes o nosso país parou por conta de denúncias publicadas nos jornais.

Talvez seja uma profissão ingrata, pois põe a cara a tapa o tempo todo. Seus erros são muito mais percebidos que os acertos, porque mexem com a vida das pessoas.

É comum escutar: “jornalista se acha entendido de tudo, mas na verdade não entende nada. Escreve sobre todas as áreas, sem fundamento, sem estudo, sem conteúdo”. Sobre isso, lembro-me de um professor que dizia: “o bom jornalista não é aquele que sabe tudo, mas aquele que conhece alguém que sabe”. Seu papel, portanto, é democratizar o conteúdo específico, divulgando para grande massa.

No fundo, o grande barato dessa profissão é sua gama de experiências. Ser jornalista é conhecer lugares, vivenciar histórias, absorver conteúdo, aprender com a experiência alheia e, principalmente, conhecer pessoas, desde o Seu Zé até o presidente da República!

3 comentários:

CAROLINA disse...

É, migo... é uma profissão muito bonita e ingrata ao mesmo tempo!
E vale repetir o que te disse hj mais cedo, por e-mail: vamos rezar para que, um dia quem sabe, essa nossa profissão nos dê a 'glória' esperada, né?! hahaha...

Camila disse...

Um viva então para todos nós que amamos a profissão que escolhemos!!! Ser jornalista é realmente especial.
Acredito inclusive que devido a vasta disseminação das redes sociais, blogs e coisas do gênero, poderíamos alterar o batido jargão para: "De JORNALISTA e louco, todo mundo tem um pouco". rsrsrsrs
Agora falando sério... acho mesmo que estamos quase lá... hoje qualquer um tem a possibilidade de escrever sua história, ganhar seu espaço, influenciar pessoas, mobilizar para causas... foi-se o tempo (agora me lembrei da faculdade) em que eu acreditava que só os jornalistas seriam capazes de realizar tais feitos...
Isso não quer dizer que não acredito mais na profissão, pelo contrário, acho que é cada vez mais importante se preparar para esses tempos onde a informação é algo tão valioso.

railer disse...

parabéns pelo seu dia!
abraços!