12 de abril de 2010

Chico Xavier - o filme


Já demonstrei aqui no blog minha ansiedade em assistir ao tão esperado filme sobre Chico Xavier. Finalmente pude assistir no último sábado em um cinema lotado (sendo segundo final de semana em cartaz), com duas salas de um shopping, o que é muito raro em se tratando de filme nacional. Percebi que a expectativa não era só minha, que este seja um filme de sucesso e recordes de bilheteria. Já para começar, o número de espectadores no primeiro final de semana já foi recordista, nos últimos 15 anos.

Antes de assistir ao filme, minha curiosidade de saber se realmente o longa seria fiel ao filme “As Vidas de Chico Xavier”, uma biografia autorizada escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior, me fez lê-lo antes. É claro que por mais fiel que seja o filme, nunca um longa irá retratar o conteúdo de 270 páginas do livro. Mas o resultado foi bem interessante. O próprio autor ficou bastante satisfeito com resultado final da produção, como o mesmo retrata na matéria do O Globo.

Particularmente, por já conhecer um pouco da trajetória de Chico, o filme não trouxe tanta novidade assim, mas trata-se de um belo registro daquele que foi um dos mais importantes nomes do Espiritismo no Brasil, principalmente pela sua obra e seu trabalho de divulgação da doutrina. Mas o que mais chama atenção dessa grande produção é justamente o fato de que os principais nomes envolvidos no longa – o diretor Daniel Filho, o ator principal Nelson Xavier e o próprio autor da biografia de Chico – se afirmarem ateus. Como contar a história de um dos personagens mais importante de uma religião sem mesmo acreditar nesta? Pois bem, o improvável aconteceu, e muito bem feito por sinal. E no final de tudo, a mensagem que se passa é que a figura de Chico, independente da religião pela qual ele defendeu e propagou durante toda sua vida, transmite paz e conforto.

Nesta entrevista ao Globo, Marcel aponta justamente o que mais lhe impressionou ao conhecer de perto a figura de Chico e questionava internamente: “Por que alguém se doaria tanto? Por que abrir mão da autoria de tantos livros, cujos direitos autorais poderiam tê-lo deixado milionário? Por que abrir mão da privacidade, da paz e do seu tempo para se dedicar ao próximo?”.

Para os que puderam ler o livro antes do filme, com certeza puderam compreender melhor algumas passagens do filme. Uma delas é o episódio em que os jornalistas Jean Manzon e David Nasser, da Revista O Cruzeiro, se passam por estrangeiros americanos para conseguir uma entrevista exclusiva com Chico. Depois de enganá-lo, os jornalistas conseguiram escrever uma matéria pejorativa e até duvidaram do “poder” mediúnico de Chico, pois em nenhum momento este foi “alertado” pelo seu guia que se tratava de uma trapaça dos jornalistas. O próprio Chico questionou a Emmanuel (seu mentor espiritual) porque ele não foi informado antes de conceder tal entrevista, e seu guia logo respondeu: “para você medir sua vaidade”; ainda ironizou: “Você está reclamando de quê? Se Jesus foi parar na cruz, você pelo menos foi parar no O Cruzeiro”. Mas quem teve a maior surpresa mesmo foram os dois trapaceiros, que não acreditaram quando viram uma dedicatória escrita em seus livros (que ganharam de lembrança do Chico durante a entrevista) com os seus respectivos nomes e ainda assinado por Emmanuel. No filme, essa mensagem aparece, mas nem todos compreendem que se tratava da temida “dupla dinâmica” Jean Manzon e David Nasser, bastante conhecidos na época por suas matérias sensacionalistas da famosa revista O Cruzeiro.

3 comentários:

Angélica disse...

Tô doida pra ver o filme!

Vc ganhou um selinho!

beijos

Angélica disse...

Não é coisa de mulherzinha expressar seus momentos através de imagens!!!! Hunf! Magoei! Beijos

Ju disse...

Eu quero muito ver... e estou esperando a biografia para ler antes do meu casamento =PPP