9 de abril de 2010

Depois da tempestade, vem sempre a bonança


Ainda é muito triste a situação do Rio por conta das chuvas dos últimos dias. E o que mais entristece não só aos cariocas mas a todos que acompanham os noticiários são as histórias de famílias que perderam seus entes queridos soterrados por causa dos inúmeros desabamentos das encostas.

Cada ser humano é insubstituível e respeitamos a dor da perda de todas essas pessoas, mas ao ler a história do pai que perdeu seu filho de oito anos no Morro dos Prazeres, no Centro do Rio, é impossível não se emocionar. Alguns trechos da reportagem do G1 contam o drama vivido por esse pai ao ver seu pequeno Marcus sobreviver a um desmoronamento mas acabar morrendo antes de ser resgatado por conta de um segundo deslizamento durante o processo de resgate.

Inevitável não questionar o por quê de tanto sofrimento para essas famílias que perdem tudo em questões de horas por causa de catástrofes como essas. Deve haver uma explicação para suportar tal sofrimento e tentar buscar forças para continuar vivendo, mesmo com a permanente dor da perda humana.

Aos que acreditam, o sofrimento vem nos provar que é através dele que somos capazes de crescer [rapidamente] e aprender com a dor. Não desejamos essa dor para ninguém, mas sabemos que tragédias acontecem em todo mundo, em toda época com pessoas de todos os níveis sociais. As grandes guerras devastaram cidades, acabaram com milhões de vidas e trouxeram lições de paz mundial, solidariedade e compaixão ao próximo. Aprendemos, no mínimo, que o nosso sofrimento é ínfimo perto do sofrimento alheio, e que sempre podemos ajudar ao próximo de alguma maneira.

E o que diriam então esses pais que perdem famílias inteiras em tragédias assim? Será que são merecedores de tamanho sofrimento? Nunca saberemos tamanha “dívida” que carregamos nessa vida, trazida de outras que já passamos. Mas podemos acreditar que nosso sofrimento atual pode ter sua explicação e fundamento no nosso passado sim. O que nos fortalece para enfrentar nossos desafios, da dramaticidade que for, é a fé que temos nas forças superiores, e acreditar que nunca estamos sozinhos na batalha. Sempre teremos ajuda, se não dos próximos na terra, pelo menos dos amigos invisíveis que nos cercam a todo instante. Só precisamos acreditar nessa ajuda, saber pedir e, o mais importante, saber reconhecê-la e agradecer a cada uma recebida.

Essa ajuda pode estar em pequenos acontecimentos, intuições, sonhos, conselhos, atitudes nossas que tomamos sem saber qual razão. Quantas vezes ouvimos lá dentro de nós uma voz dizendo exatamente como agir em determinadas situações de risco ou de dúvida? Podemos não reconhecer, nem acreditar, mas certamente estamos sendo ajudados.

E é nesse pensamento que acredito para poder buscar um entendimento para tanto sofrimento alheio, para as tragédias em nossa volta, para dores irreparáveis, doenças inexplicáveis, acidentes inevitáveis e por aí vai. Para tudo há uma explicação, que nem sempre estamos preparados para ouvir, entender e aceitar.

Algumas pessoas de infinita bondade, como Chico Xavier, vieram ao mundo para nos ensinar isso e muito mais. Trazer-nos um pouco dessa explicação para “as coisas da vida”, tentando nos orientar para o bem, mesmo quando insistimos praticar o “mal”. Quando escrevo “mal” entre aspas é justamente para apontar a falha que nem sempre é percebida aos olhos da humanidade, porém já bem definida no mundo espiritual.

Aos poucos, essas mensagens de conforto e sabedoria superior vão nos chegando, primeiro através dos livros, mensagens psicografadas e estudos; segundo pelos meios de comunicação como rádio, TV e cinema. Para quem se destinam essas mensagens? “Para aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir”, deixamos a mensagem subliminar no ar.

2 comentários:

Ju disse...

É... é muito duro tudo isto que está acontecendo, muito sofrimento, logo para as famílias menos afortunadas.

O pior é além de ter perdido um ente querido, que é uma perda espiritual, existe a perda física, dos bens materiais e ter que recomeçar a vida do zero.

Nada é por acaso, eu sei, e o importante é ter fé e acreditar num amanhã melhor, mas entendo as famílias que passam por isso e ficam desacreditadas num primeiro momento.

abraços virtuais, pq estou gripada =P

Angélica disse...

Mário, esse é meu lema! O dia que eu deixar de acreditar nisso significa que perdi total esperança no ser humano e no mundo... Isso não seria legal! Beijos