4 de agosto de 2009

À Deriva – o filme


Um olhar adolescente para as questões adultas é o que traz o filme “À Deriva”, de Heitor Dhalia (o mesmo de “O Cheiro do ralo”). Em estilo bastante “afrancesado”, o longa tem um ritmo lento, com uma fotografia fascinante (até porque tem Búzios como cenário) e um roteiro bem trabalhado. Tudo para tornar um filme real. Digo real, porque a construção da narrativa se faz conforme as descobertas da protagonista. Aos olhos de espectadores aflitos (acostumados a filmes de ação), pode parecer um filme chato, em que nada acontece de extraordinário. Mas para quem está a fim de curtir um filme Cult, vale muito a pena.

Filipa é uma menina com quatorze anos, sendo a mais velha de três filhos de um casal à beira de uma separação. Ela descobre que o pai trai a mãe, e percebe que esta não anda bem emocionalmente, com suas constantes crises e bebedeiras.

Em meio ao turbilhão familiar, Filipa ainda consegue desvendar o universo da sexualidade, peculiar da idade efervescente. Ela vai “transparecendo dúvidas, curiosidades e inseguranças comuns a sua idade”, como bem define a crítica do Globo. Ao mesmo tempo, encontra no mundo adulto, um universo de farsas, traições, bebidas, sexo, que de alguma forma é desmascarado por ela aos poucos. É nesse processo de deflagrar a realidade em que o filme se desenrola.

É flagrante perceber que a protagonista é a nova aposta do diretor, em selecionar uma menina desconhecida, em princípio com pouca expressividade e, portanto, pouca experiência dramática. Porém, é interessante saber que tal escolha saiu realmente “por acaso”, ao ser identificada pelo Orkut.

Quando criança, passando pela adolescência, buscamos nos pais a nossa base. Mas quando percebemos que os nossos pais também são tão frágeis e sujeitos a falhas, ficamos “desconsertados”. O significado do título vem justamente provar que, todos nós – incluindo jovens e adultos – estamos à deriva de nossas próprias vidas: sujeitos aos erros e acertos, sem base, muitas vezes. Com final sereno, belo e metafórico, o encontro entre pai e filha demonstra exatamente isso.



Site do filme

3 de agosto de 2009

Se não aguenta, por que veio?

A sessão “Page not found” do Globo online é realmente fantástico! Divirto-me com as pérolas e bizarrices do mundo. E desta vez a bizarrice é o fim de um casório envolvendo um homem de 85 anos e uma jovem de 24. O motivo: “ele só queria sexo”! O velho bilionário deu uma canseira na menina e esta acabou não aguentando e pediu a separação. “Ele queria sexo quase o tempo todo, e eu não sou esse tipo de garota”, reclamou a menina.

Ela, coitada, era manicure de um luxuoso hotel e saiu da vida difícil depois de ser conquistada pelo coroa. Antes de casar, foi presenteada com um Porsche. Bem, no final de tudo, ela resolveu arranjar um novo namorado, com 28 anos. Este, talvez, tenha um apetite sexual compatível com a idade...

Leia a matéria

24 de julho de 2009

Come mortadela e arrota caviar

Zeca Baleiro soube traduzir muito bem em sua música “Vai de Madureira” o espírito de grandeza de muitas pessoas que gostam de “arrotar caviar”, mas que só tem dinheiro para comer mortadela mesmo (e olhe lá!). O que não falta é gente assim...

Vale a pena conhecer essa letra:

Se não tem água Perrier, eu não vou me aperrear
Se tiver o que comer, não precisa caviar
Se faltar molho rosé, no dendê vou me acabar
Se não tem Moet Chandon, cachaça vai apanhar

Esquece Ilhas Caiman, deposita em Paquetá
Se não posso um Cordon Bleu, cabidela e vatapá
Quem não tem Las Vegas vai no bingo de Irajá
Quem não tem Beverly Hills mora no BNH

Quem não pode, quem não pode
Nova York vai de Madureira
Quem não pode Nova York
Vai de Madureira
Quem não pode Nova York
Vai de Madureira

Se não tem Empório Armani
Não importa vou na Creuza costureira do oitavo andar
Se não rola aquele almoço no Fasano (na 2ª, ANTIQUÁRIO)
Vou na vila, vou comer a feijoada da Zilá

Quem não pode, quem não pode
Nova York vai de Madureira
Quem não pode Nova York
Vai de Madureira
Quem não pode Nova York
Vai de Madureira

Só ponho Reebok no meu samba
Quando a sola do meu Bamba
A sola do meu Bamba
Chega ao fim

20 de julho de 2009

Enquanto não se torna mais um dia comercial...

Então, hoje é DIA DO AMIGO! E para minha felicidade, já recebi vários abraços, mensagens, torpedos, e-mails de amigos de diferentes grupos. E se antes eu pensei “poxa, não fui o primeiro a desejar feliz dia do amigo aos meus amigos”, agora penso: “graças a Deus, fui lembrado por eles primeiro”. E por isso que escrevo agora tanto para os que já falaram comigo, quanto aos que ainda não tiveram oportunidade (ou porque desconhecem a data comemorativa).

Ao contrário de que muitos pensam, nós podemos escolher sim os nossos irmãos de sangue antes de nascer (assim como nossos pais, avós etc). Mas é certamente mais fácil admitir que são os nossos amigos os irmãos escolhidos em vida. Eu prefiro concordar com Vinícius de Moraes, que dizia: “a gente não faz amigos, reconhece-os”. Isso porque muitos já nos acompanham de outras vidas...

E todos meus amigos representam meus irmãos reconhecidos (de sangue ou não), que ao longo de meus 27 anos se tornaram fundamentais para minha formação como filho, irmão, companheiro, cidadão e homem de bem. A cada etapa de minha trajetória, eles se fizeram presentes, principalmente nos momentos mais difíceis. Minha felicidade é vê-los felizes. Para esses, ofereço sempre meu sorriso e minha alegria de viver porque é assim que devemos presentear todos os dias os nossos verdadeiros amigos!

17 de julho de 2009

Piadas de sexta-feira

Hoje é dia de piadas...

(desculpe meninas, essas são machistas mas engraçadas!)

MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO.

Era uma vez um rapaz que pediu uma linda garota em casamento:
- Você quer se casar comigo?
Ela respondeu:- NÃO!
E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol, foi pra balada, conheceu muitas outras garotas, transou com várias delas, visitou muitos lugares, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava grana, bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele. A moça teve celulite, varizes, engordou, os peitos caíram, se fudeu e ficou sozinha.
FIM.

E com vocês, Shii: the best game for women!

Nosso Lar – o filme

Visite o site oficial do filme Nosso Lar.
Veja também matéria sobre filme no Estadão online


Em meio à rotina do trabalho, algo interessante aconteceu esta semana. No prédio em que trabalho, distante do centro urbano, reparei nas últimas semanas uma movimentação de operários construindo uma espécie de cenário. E na última segunda-feira percebi que estava certo. A foto acima representa um dos cenários de um filme que está sendo rodado. Trata-se da filmagem de Nosso Lar, baseado no livro espírita homônimo, psicografado por Chico Xavier através do espírito André Luiz.

Quem conhece este livro, sabe que é uma das obras mais importantes para compreensão do mundo espiritual, e assim da Doutrina Espírita. Publicada em 1944, é a primeira de uma série de obras psicografadas de André Luiz.

Confesso que fiquei feliz em presenciar de perto este momento, por dois motivos. Primeiro que sou apaixonado pelo universo do cinema, e vejo com muitos bons olhos o cinema nacional voltando a fazer sucesso. Segundo porque vejo com entusiasmo a oportunidade de transformar em filme (de grande produção por sinal) uma história fantástica que narra o dia-a-dia da maior colônia espiritual do Brasil, com milhões de espíritos desencarnados, apresentado por um espírito de luz como André Luiz. Na verdade, o próprio conta a sua história de como ele chegou a esse ambiente, nos desvendando o universo espiritual.

Além de tudo isso, como que “por acaso”, esbarrei na entrada do banheiro com o ator Renato Prieto, que interpreta no filme André Luiz. Muito simpático, este ator é bastante reconhecido no meio espírita principalmente pelo seu trabalho de divulgação da doutrina através de suas belas e emocionantes peças, entre elas Além da Vida (que tive o privilégio de assistir), E a vida continua, e o próprio Nosso Lar.

Ele me contou que o filme é uma produção americana (não chegou a mencionar o nome, mas desconfio que seja Fox Filmes), com a maioria da equipe, portanto, estrangeira, mas com elenco nacional, incluindo ele. É gratificante saber que existe interesse estrangeiro (no caso a Fox) em querer filmar uma história espírita e nacional, já que se baseia no livro de Chico Xavier.

A produção realmente impressiona pela sua estrutura, com número de profissionais envolvidos, equipamentos utilizados etc. Uma boa produção, um elenco excelente e uma história fantástica são elementos fundamentais para acreditar que este é um filme que promete! E espero conferir o mais breve o resultado final na tela grande.

A tempo, a cena filmada neste espaço é do momento em que André chega ao hospital da colônia, depois de um longo período no chamado Umbral.

2 de julho de 2009

"Tudo azul, todo mundo nu"

Transparência, honestidade, liberdade. Três palavras que podem significar muita coisa em um ambiente profissional saudável. Ser um bom profissional requer mais que competência e talento. É indispensável transparência para expor suas opiniões, desde que saiba respeitar o próximo. Honestidade, não só no ambiente de trabalho, mas em tudo na vida. E liberdade, para que o profissional se sinta integrante de uma equipe – independente de sua função. Ser reconhecido pelos colegas e o chefe é o primeiro passo.

Difícil é aquele que não tem uma história para contar sobre seu ambiente de trabalho. As fofocas, as intrigas, as mentiras, o boicote, a falsidade são elementos comuns quando não há essas três palavras descritas acima. E muitas vezes somos “obrigados” a conviver de forma pacífica com esses elementos, para não se dispor com o colega ou superior. Tudo pela “boa ambiência”!

Mas o assunto tratado aqui é bem mais leve que isso...

Imagina trabalhar em uma empresa que resolve adotar a Sexta-feira Nua. Sim, todo mundo nu no escritório!

Depois de contratar a consultoria de um psicólogo conhecido como “líder pelado”, uma empresa de marketing e design inglesa aceitou a sugestão do consultor em estabelecer o dia que todos os funcionários deveriam trabalhar pelados, com o intuito de melhorar a integração da equipe.

“Ao tirar as roupas, eles deixariam de lado suas inibições e poderiam falar mais abertamente e serem mais honestos sobre suas opiniões”, diz a matéria.

E se a moda pegar?