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28 de junho de 2017

Ibitipoca e sua água de coca-cola


Parque Estadual do Ibitipoca

A vila de Conceição de Ibitipoca é típica cidade pequena do interior, com suas ruas de pedra, casinhas antigas e igreja no centro. O lugar virou atração turística por suas belezas naturais, com visuais de montanhas, cachoeiras, grutas e trilhas fantásticas. Ibitipoca, como é chamada, é distrito do município de Lima Duarte, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais, a 260 km da cidade do Rio de Janeiro e apenas 90 km de Juiz de Fora. De Lima Duarte até o centro de Ibitipoca são 24 km de estrada de terra, com muita subida.


O Parque Estadual do Ibitipoca é o ponto turístico principal da vila, onde os turistas percorrem quilômetros e quilômetros em caminhada para conhecer suas belezas entre cachoeiras, grutas, chapadas, rios etc. Há muitas opções de passeios dentro do parque, mas a maioria busca conhecer os três principais: Janela do Céu, Pico do Pião e Cachoeira dos Macacos.


A primeira – Janela do Céu – é a mais famosa, mas também a mais cansativa. O visitante tem que ter disposição para caminhar cerca de 16km (8 km de ida mais 8km de volta), até chegar na queda da Janela do Céu, que guarda um visual incrível. Em alta temporada, como férias e feriado, o lugar é bastante disputado, o que perde um pouco do encanto. Chega a formar fila para tirar foto no precipício (área de extremo perigo, mas que as pessoas ignoram e se arriscam por uma boa foto!). Ao longo da caminhada, é possível conhecer algumas grutas, como a Gruta da Cruz e a Gruta dos Três Arcos. Depois segue até a cachoeirinha, que forma uma piscina com direito a areia.

Janela do Céu

A dica é chegar bem cedo para conseguir estacionar ainda dentro do parque, porque o limite de vagas é pequeno e costuma acabar logo. No final da trilha, você agradece por ter deixado o carro dentro do parque. Do estacionamento até a saída (portaria), são 1.300 metros (ou seja, se você já percorreu 16km, um quilômetro a mais faz muita diferença para suas pernas!). O Parque abre às 7h e, dependendo do número de visitantes, umas 8h já não tem mais vaga. Nós conseguimos estacionar dentro do parque e fizemos nossa caminhada de forma bem tranquila. Ao todo, levamos 8 horas de passeio. Portanto, é fundamental levar bastante água e comida (sanduiches, biscoitos etc.). Há restaurante e bar próximo à central de visitantes.

Cachoeirinha

O segundo passeio é o Circuito das Águas, que reúne Lago dos Espelhos, Lago Negro, Ponte da Pedra, Prainha e Cachoeira dos Macacos (com o Lago dos Mirantes). É um percurso mais curto, de aproximadamente 5 km no total, mas que também guarda muitas subidas e descidas. Há muitas paradas no caminho para curtir o visual. Particularmente, foi o passeio mais interessante que fiz. Para quem tem coragem de enfrentar a água gelada, vale um mergulho tanto na Cachoeira dos Macacos, quanto no Lago Negro. Chama atenção a cor da água, que parece com coca-cola.

Lago Negro

Não fizemos a trilha para o Pico do Pião. Há outras opções de passeios fora do parque, mas geralmente é feito com guia, por serviço cobrado. O Parque Estadual do Ibitipoca cobra entrada por pessoa – R$10 em dias comuns, R$20 nos finais de semana e feriados – e por veículo (R$20).
À noite, a vila costuma ser agitada com shows desde reggae, passando por rock e samba, até MPB. Provar das cachaças mineiras faz parte do roteiro, até mesmo para aquecer do frio que faz na serra. No Portal da Serra, há várias opções de bares reunidos, o que eles chamam de “shopping”, por ter um pátio interno. Aos fins de semana, rola show ao vivo.

água na cor de coca-cola

Vale dar uma passada na Pizzaria Serra Nostra, bem no centro, e experimentar além das pizzas, os pratos executivos com comida típica mineira! 

Veja opções de passeios, hospedagem e dicas do local: http://www.ibitipoca.tur.br/ 




2 de março de 2017

Portela Campeã do Carnaval do Rio 2017


Águia, símbolo da Portela, no Abre-alas

 Uma escola de tradição, querida por muitos cariocas, voltou a ser campeã no Carnaval do Rio. Portela trouxe para avenida o enredo que faz referência à música de Paulinho da Viola “Foi um rio que passou em minha vida”, falando sobre rios, mitos e população ribeirinha! Finalmente o jejum de 33 anos chegou ao fim.

A escola de Madureira, conhecida por sua velha guarda e tantos artistas portelenses, como Paulinho da Viola, Marisa Monte, Zeca Pagodinho, Maria Rita, Teresa Cristina e Diogo Nogueira, veio com um enredo difícil, mas que não atrapalhou na criatividade do carnavalesco Paulo Barros, em seu segundo ano à frente da escola.

Se em 2016, a Estação Primeira de Mangueira reinou na avenida, com enredo homenageando a baiana Maria Bethânia, este ano, a Portela veio com garra e toda sua torcida para Sapucaí. A disputa durante apuração ainda ficou acirrada entre as duas, mas aos poucos Mangueira foi perdendo ponto em evolução, por conta de um buraco deixado na avenida, causado pelo carro que trazia a cantora Alcione. Os jurados viram e não deixaram passar.

São Jorge em carro da Mangueira
 
Já a deslumbrante Mocidade Independente de Padre Miguel perdeu por muito pouco para Azul e Branco. Mocidade surpreendeu pela beleza dos carros e fantasias, e ainda pela comissão de frente que colocou uma réplica em miniatura do Aladin para voar pela avenida.



Apesar de um ano difícil, com sérios problemas durante os desfiles do Paraíso do Tuiuti e da Unidos da Tijuca, quando carros alegóricos provocaram acidentes ainda na concentração, o resultado trouxe um presente para o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, com a Portela e a Império Serrano campeãs do carnaval.

Confira alguns momentos do desfile da Campeã do Grupo Especial: 















8 de fevereiro de 2017

Escape 60 – Brincando de detetive




Quem costumava jogar Detetive e Scotland Yard quando mais jovem, certamente vai querer experimentar o Escape 60

A diferença que você está literalmente dentro do jogo, preso em um ambiente misterioso e tem apenas 60 minutos para escapar. Vale reunir os amigos, os colegas de trabalho ou seus irmãos e primos que adoram desvendar pistas, decifrar códigos e montar tangram.

Há várias salas e, em cada uma, há uma historinha misteriosa que envolve os participantes. Na sala que participei, eu e meus amigos fomos convidados para um jantar, organizado por um ex-colega de turma, para comemorar 10 anos de formados. Mas ao entrar na casa, descobrimos que ficamos trancados e que nosso colega já havia morrido há um ano. Ele deixa uma carta, se queixando do bullying praticado por nós e que agora era vez dele de se vingar. Agora temos que achar um jeito de sair de sua casa.


Em cada pista desvendada, a gente se surpreendia. Não é fácil e simples. Mas é muito divertido. Durante o jogo, você pode solicitar pistas, mas nem sempre elas são oferecidas. Apenas 20% conseguem sair da casa dentro do tempo. Nós não conseguimos por pouco. A última etapa é a mais difícil.

O trabalho é de equipe e todos devem ficar atentos a todo tipo de pista e compartilhar suas descobertas. Não é um jogo em que os participantes disputam entre si. Ou todo mundo ganha, ou todo mundo perde.

O jogo virou febre não só entre os jovens, mas também entre os adultos. É preciso agendar o dia e o horário para garantir a brincadeira, que não é barata (R$80 por pessoa, com mínimo 4 pessoas por sala). Rola às vezes promoção, o que sai pela metade do preço.