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25 de janeiro de 2017

Fuerza Bruta – o que é esse espetáculo?




É difícil definir o que é o espetáculo Fuerza Bruta, em cartaz no Rio. É uma mistura de dança, show, acrobacia e teatro. Mas além disso tudo, é um show múltiplo, que interage e provoca o público o tempo todo

Para começar, não há cadeiras. O espaço é delimitado para que o público permaneça em pé durante a exibição, mas com liberdade para se movimentar pelo teatro. Não há um palco definido. As apresentações estão no palco principal, mas também nos cantos do teatro, no meio da plateia e até mesmo na cabeça das pessoas.


Há momentos em que o espectador se sente em uma grande festa, com direito a DJ, música dançante, luzes na pista e atores/bailarinos/músicos interagindo e convidando todo mundo a participar. Talvez seja esse o grande barato do espetáculo. Ser surpreendido a cada número, a todo momento.

 Não há uma história de começo, meio e fim. Em princípio, não há um sentindo único para tudo aquilo. Mas a expressão da tal “força” está no ritmo da batida do tambor, na acrobacia ensaiada dos bailarinos, na física do jogo de corpo com a água e na alegria dos atores em surpreender a plateia com elementos simples


Vale a experiência de assistir ao espetáculo. Apesar do valor salgado (R$180 inteira), o grupo tem feito promoções em sessões populares durante a semana, com ingressos a R$50 (inteira) e R$25 (meia). Aproveite porque a temporada no Rio acaba em 19 de fevereiro. Curta o @fuerzabrutabr no Facebook para acompanhar as sessões populares.

Teatro Metropolitan (Shopping Via Parque – Barra da Tijuca)

10 de dezembro de 2015

Dupla em sintonia: Caetano & Gil




Assistir a um show de Caetano Veloso é um privilégio. Assistir a um show de Gilberto Gil, outro privilégio. E quando reúne essa dupla num show intimista, sem banda, só vozes e violões (e batuques de improviso)? Daí você percebe que poucos shows são tão marcantes quanto esse.

Depois de passar por uma longa turnê pela Europa, passando também por Israel, a dupla apresentou no Brasil o show “Caetano & Gil – Dois Amigos, um Século de Música”. De fato, o título não poderia ter sido outro, porque o que ganha nesse show é justamente a cumplicidade e sintonia que esses dois amigos têm em palco. Cada um brilhando no seu tempo e ambos brilhando juntos. Foi bárbaro.

Um repertório eclético, passando por clássicos nacionais, como “É luxo Só” de Ary Barroso, e internacionais, como “Tres palavras”. Mas sem faltar sucessos “Coração Vagabundo”, “Tropicália”, “Terra”, “Sampa”, “Drão”, ‘Expresso 222”, “Andar com Fé”, “Domingo no Parque”, “Leãozinho”, “Filhos de Gandhi”, fechando com “Aquele Abraço”.

O show foi no Circo Voador, o que tornou algo mais popular, intimista e caloroso, com uma plateia carente de boa música brasileira. Pessoas disputavam cada centímetro de um circo que ficou pequeno (claro, com ingresso esgotado em poucas horas), mas todos empolgados a cada refrão conhecido. E na música “Eu odeio você”, o coro foi direto, repetindo logo depois do refrão “Eu odeio você, Cunha”. Caetano gostou tanto que acabou postando no seu perfil o vídeo gravado no último show de domingo.

A sensação que tenho é que nossa geração é carente de artistas como Caetano, Gil, Chico, Djavan, Milton, Gonzaguinha, Vinícius, Tom. Talentos que, infelizmente, não encontramos nas novas gerações. Talvez seja por isso que esses artistas conseguem passar por tantas gerações fazendo sucesso.