30 de março de 2009
Alma feminina ou masculina...
Traduzindo: homens podem ter comportamentos caracteristicamente femininos e vice-versa. Sensibilidade, intuição, comunicação são habilidades mais presentes em mulheres, enquanto racionalismo e habilidades manuais e de coordenação são dos homens.
Isso explica muita coisa...
O “centro sexual” do ser humano pode definir os românticos, os atentos, os “ogros”, os radicais, os sensíveis demais, os “elegantes” e por aí vai.
Na matéria publicada, a sensação é o teste disponível para saber qual o sexo do cérebro, em uma escala de 1 a 20 – o nível 1 o mais “machão”, o nível 20 o mais “mulherzinha”.
Então, faça o seu teste!
Ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino...
(Pepeu Gomes)
17 de março de 2009
A Vida
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o meu amor, que está a muito à minha frente, e diria eu te amo...
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter alguém ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terás será desse tempo que infelizmente...não voltará mais.
Mario Quintana
Sexta, dia 20, é meu aniversário. E nada mais emblemático que esta mensagem do meu xará para esta data.
3 de março de 2009
Quem muito idealiza, pouco realiza
Por muitos anos, vivi intensamente amores impossíveis
Diria que seriam amores platônicos
Criava paixões alucinantes
Enlouquecedores, avassaladores.
Para quê?
A todas que amei, ou que pensava que amei, nenhuma
Nenhuma correspondeu...
Restaram-me as de passagem
Aquelas que me realizavam momentaneamente
Mas com a certeza que “todo carnaval tem seu fim”
Mas neste carnaval não...
Algo inesperado aconteceu
E até eu me surpreendi.
Serei realista.
Não foi paixão à primeira vista
Não foi encantamento.
Não sei o que aconteceu de fato.
Pela primeira vez, fiz acontecer
Acho que cansei das ilusões, dos sonhos e das consequentes frustrações.
Permitir-me aventurar. Arriscar mesmo. Ir além.
Buscar algo ainda não vivido.
Então, o que não esperava acabou acontecendo.
E agora estou vivendo isso.
Sinto-me estranho.
Acreditava que um verdadeiro amor nascia antes do beijo.
Estar com alguém era sinônimo de “estar apaixonado”
O frio na barriga, a saudade apertada, cadê?
Não... eu não senti nada disso.
E talvez por falta dessa expectativa é que esteja dando certo.
O homem vive de expectativas...
E graças a elas, ele sofre.
Sofre porque quase todas são frustradas.
Então o lance é não esperar nada de ninguém?
Nem de si mesmo?
Outra mania do homem: criar regras.
Para todo jogo, uma regra.
No jogo do amor, não se deve se entregar de cabeça.
Ou se deve?
Sabe de uma coisa? Não importa!
Estou vivendo a cada dia.
Sem esperar nada amanhã.
Pode ser que dê certo.
Pode ser que não.
O tempo vai dizer...
Só sei que me sinto numa nova situação.
Sem regras, sem jogo, sem decepção.
Apenas realizo, sem idealizar...
“Um novo tempo começou para mim agora”
18 de fevereiro de 2009
Cadê o bom senso?
Podem me chamar de moralista, mas onde já se viu elaborar uma propaganda (bem feita, diga-se a verdade!) apelando totalmente para o bacanal?
Tudo bem que trata-se da propaganda de uma marca de camisinha, mas e daí? Até que ponto é saudável a exposição sem limite do sexo? Será que o comunicador está pensando realmente no seu público alvo?
Será que houve uma pesquisa de marketing para saber se é isso que o potencial consumidor quer assistir? Ou melhor, será que existe um planejamento de marketing para este tipo de abordagem publicitária?
Como comunicador social, eu não concordo com esse tipo de apelação propagandística, em que o foco é “vamos ser diferentes”, “vamos inovar”, “vamos impactar”! Realmente, se a intenção era impactar, assustar, chamar atenção... conseguiu! Agora se o retorno esperado será alcançado... daí já desconfio!
Desconheço quais os veículos que seriam utilizados para este tipo de propaganda. Certamente serão exclusivos para o público adulto. Porém, eu recebi este vídeo – por incrível que pareça! – por um e-mail do trabalho! Falta senso de quem envia, falta senso de quem produz e talvez falte senso meu, em republicar isso aqui. Mas aqui, vê quem quiser!
Esta é a versão "brasileira"...
mas a original está aqui
13 de fevereiro de 2009
Inclusão digital: bom ou ruim?
Para quem não tem TV a cabo, fica difícil escolher uma programação interessante na TV aberta, principalmente aos domingos. O “cardápio” é tão ruim, que o telespectador realmente não tem muita opção. Daí o velho discurso que a comunicação de massa não presta porque não oferece um “produto de qualidade” ao povo brasileiro e, conseqüentemente, este povo não tem cultura e blábláblá whiskas sache...
Por outro lado...
E quando você tem um leque quase infinito de opções disponível na Internet e MESMO ASSIM o povo continua consumindo (Olha os apocalípticos aí gente!) a cultura-lixo de massa?
Vamos traduzir...
Você já conhece a Stefhany (Ela é linda. Absoluta. Stefhany)? E a Christney Spears?
Pois então, tratam de figuras peculiares do “caldeirão” youtube, em que tudo é possível! A idéia de “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão” foi incorporada de tal maneira que qualquer um pode montar seu vídeo e publicar (para o desespero dos pais do Cinema Novo! Imagina Glauber Rocha assistindo um clipe desses?). E o pior: ainda faz sucesso!
É o caso da sem-noção Stefhany que virou um sucesso no Nordeste com suas adaptações toscas e seus clipes fantásticos no youtube . A mãe da estrela virou sua empresária (?) e ajuda a filha a compor as letras, criar os roteiros dos clipes, e ainda contrata um câmera man para gravar. É tão absurdo que se torna notícia nacional!
Pode parecer absurdo para nós, mas para maioria infelizmente não é. Não tem prova maior que o fenômeno chamado Calypso!
A grande mudança aconteceu de fato com a inclusão digital. Se antes, estes “sucessos” eram regionais, agora são nacionais, ou até internacionais. Com a “democratização” digital, tudo é possível. Então, isso é bom ou ruim?
Nem um, nem outro. Apenas excêntrico, ou seja, aquilo que está fora do centro, o incomum, o alternativo, esquisito, extravagante, original... diferente. Para uns, motivo de deboche, para outros, gosto pessoal.
No final, escolha o seu próprio cardápio.
À francesa

Estávamos eu e meu irmão caminhando numa rua que mais parecia um bosque, perto do Rio Sena, quando uma francesa com seus cinqüenta e poucos anos, descabelada e devidamente encasacada (mas não bem arrumada), nos interrompeu mostrando uma aliança de ouro, muito bonita.
Aparentemente, não percebemos qualquer situação estranha, pois a senhora veio nos perguntar se tal aliança era de um de nós. Respondemos que não, mas ainda assim ela insistiu sugerindo, então, que ficássemos com a aliança. Em princípio, achei gentileza da parte dela, por preferir nos entregar algo que ela achou e, certamente, tinha valor.
Sem jeito, meu irmão acabou aceitando o “presente” da francesa, engatando um “merci, au revoir”, até que veio um pedido acanhado. Ela não fez questão de ficar com a aliança “perdida”, que segunda a própria, havia achado naquele local, porém aproveitou para pedir dinheiro. Alegou que precisava comprar uns remédios e que, infelizmente, não tinha o dinheiro necessário.
Depois da “gentileza” com a história do anel, meu irmão ficou sem graça de não ajudar, e acabou dando umas moedas. É claro isso foi apenas um pretexto para pedir dinheiro, mas achei interessante o estilo à francesa da senhora.
No final, resolvemos deixar a aliança perdida no mesmo lugar. Afinal, o marido naquela altura já deveria estar apanhando da esposa...
(o que você faria?)
4 de fevereiro de 2009
Nove anos de espera...
O céu insistia na sua cor plúmbea, apesar do bafo pré-carnaval, afinal, estamos em fevereiro! O povo já vai se aglomerando, carros enfileirados, faces transfiguradas pelo medo da reprovação.
Cai uma baliza. Cai a segunda baliza. Este já perdeu a chance. Game Over, fim de linha.
Do outro lado da rua, um sorriso estampado, uma vitória nas mãos! Este é um vencedor das pistas, mesmo com seus 40 quilômetros por hora.
Meio dia, o mormaço acalora, mais um gole d´água. Agora falta muito pouco. Os instrutores parecem rotineiros, operários do Fordismo. Olhos cansados porém atentos aos novatos do trânsito. Entram e saem de carros. São os donos do poder. Devemos respeitá-los, com um sorriso acanhado porém simpático.
Chega minha hora. A porta está aberta. Ajeito o banco, olho os retrovisores, aperto o cinto, abaixo o freio de mão! A sensação é de que irei pilotar um boing. Estou pronta para levantar meu vôo único! Alcançar o céu, a estrada infinita! Nada mais me impede de seguir meu longo caminho! Até que, neste momento, uma voz insiste em me perturbar: “podemos começar”. Como assim? Ainda não saí do lugar? Ok, deixei-me escapar por alguns instantes. A prova vai começar...
(inspirado em momentos de Julinha Linhares)
