22 de setembro de 2009

Festival do Rio 2009


Para os fanáticos (e não cinéfilos) pela maratona de filmes, começa nesta quinta, 24 de setembro o Festival do Rio. Com mais 300 títulos, de 60 nacionalidades diferentes e muitas expectativas, o festival promete como sempre!

Confesso que não sou tão fanático assim, e procuro selecionar (bem selecionado) quais os filmes que tenho muuuita vontade de ver. Aqueles que eu tenho muita vontade, ou espero entrar em cartaz ou analiso o “custo-perrengue-benefício” pra saber se vale realmente a pena.

Mas este ano, estou empolgado por dois motivos: primeiro porque acabei de concluir um curso de extensão sobre Formação Executiva em Cinema e TV, que abriu “minha mente” ainda mais para esse universo de business cinematográfico (depois irei escrever um texto só sobre essa experiência). Segundo que, por conta do curso, fiz amizades do meio e portanto irei prestigiar os filmes em que alguns participaram. Além disso tudo, é claro, eu quero curtir os documentários fantásticos que vêm por aí.

O primeiro é Caro Francis – doc sobre o jornalista polêmico e figuraça Paulo Francis que “à sua maneira, denunciou todos os dias a impossibilidade de existência de vida inteligente no pensamento dominante”. Para todo jornalista, um dever de casa! O segundo, assim como o primeiro, também é um dever de casa, já que se trata do ícone da TV brasileira, sendo considerado um dos maiores comunicadores de todos os tempos: Chacrinha! Em “Alô, alô Terezinha”, é contada a trajetória desse artista com direito a artistas populares e chacretes (roda, roda, roda e avisa, um minuto pro comercial!). Como boa estratégia de marketing, virou febre no youtube o vídeo do Biafra, cantando seu clássico “Voar, voar, subir, subir”, em que um cara de parapente “atropela” o cidadão no auge de sua performance. Ambos os documentários são de Nelson Hoineff.

Outros dois documentários que valem a pena (e irão passar de graça no auditório do BNDES!): Simonal, Ninguém sabe o duro que dei, dia 28/9, às 19h (eu assisti e é muito bom!), e Palavra (En)cantada, dia 30/9, às 19h. Outro filme que promete é Bellini e o denômio, abrindo o festival. Já deu pra perceber que só tenho “olhos” para filmes nacionais... eu disse, eu seleciono bastante.

É impossível você sair do festival satisfeito. Todo ano você se programa para assistir a maioria dos filmes desejados, mas os contratempos são inevitáveis.

Não podia terminar esse texto sem ressaltar os brilhantes títulos de certos filmes do festival. É um talento à parte quem leva horas (ou talvez dias ou meses) para definir um bom título do seu filme e acaba definindo isso...

- Sexo, quiabo e manteiga com sal;
- Amor, sexo e mobilete;
- Queridinho da mamãe;
- Para quem você ligaria?
- O maravilhoso mundo da lavanderia;
- Matadores de vampiras lésbicas;
- Mais tarde, você vai entender...
- O lar das borboletas escuras
- O homem que comeu as cerejas
- Os inquilinos (os incomodados que se mudem)
- O coração às vezes para de bater
- Bom dia, meu nome é Sheila ou Como trabalhar em telemarketing e ganhar um vale-coxinha. (sim, isto é um título só!)

(por favor, caro leitor, escreva nos comentários qual seu predileto!).

Confira a programação completa!

Quantas cores você conhece?

Reza a lenda que mulheres conseguem enxergar cores que os homens não enxergam: cor granada, bordeaux, salmão, azul petróleo e verde petróleo (será que é da camada pré-sal?), goiaba, melancia, pêssego, amarelo manga, vermelho cereja (e toda salada de fruta), lavanda, berinjela etc. Agora inventaram mais um: nude. Eu nunca vi, mas dizem que é quase cor de pele.

Alguém sabe a diferença de uva, vinho e roxo?

“vinho é o produto final e uva é a matéria-prima”, ora bolas!

Sendo assim...

O que é berinjela? Um legume
O que é Salmão? Um peixe
O que é melancia? Uma fruta
O que é granada? Um artefato de guerra
O que é Bordeaux? Uma região na França onde se produz vinho

E depois de levarem horas decidindo qual cor de vestido comprar, no final elas acabam escolhendo o famoso “pretinho básico”. Vai entender...

Um teste: quantas cores você consegue identificar na escala pantone?


Obs: eu vejo as cores básicas de lápis de cor e suas variações.

27 de agosto de 2009

Onde está o Belchior?

Coitado do Belchior...

o cara resolveu desaparecer para mídia, mas "preocupada" com seu sumiço, resolveu lançar o "onde está o Belchior?". Sendo um rapaz latino americano sem dinheiro no bolso e com medo de avião, ele deve estar curtindo uma praia cheia...


eu já achei!

25 de agosto de 2009

BINGO!!!!

Aquela vizinha espaçosa e invasiva – que minha avó tem – adora contar suas vantagens, que nem sempre são. Desta vez, ela veio contar uma história de bingo. Ela é viciada em bingo, como muitas desocupadas da Zona Sul. É capaz de dizer ao marido – que não suporta o jogo – que vai à missa, para encontrar um tempinho e dar uma “passadinha” no bingo.

Em uma dessas saídas, ela tinha na carteira cinqüenta reais. Chegou a pegar mais cinqüenta no armário do marido, mas depois a culpa bateu e resolveu devolver antes de sair de casa. Já no Bingo clandestino (agora todos os bingos são clandestinos!), ela resolveu comprar uma cartela, de quinze reais. “O prêmio será uma televisão LCD, 42 polegadas”. Que beleza! E olha que nem precisava de cartela cheia.

Não seria surpresa se o resultado disso não desse em... BINGO! Ela levou a televisão... quer dizer... ainda não! “E agora? Como eu vou chegar com essa televisão em casa? Meu marido vai me expulsar de casa! Outra televisão ele não vai suportar!”.

Parênteses: Sim. Ela já ganhou uma televisão antes no bingo. E quando ganhou, pensando que iria surpreender a família, ligou toda contente para casa pedindo que o marido buscasse para levar o prêmio. “Onde você está?”, perguntou o marido. “Benhê, vem me buscar. Estou no Bingo”, respondeu. “Como assim? Você não ia para igreja?”, “Você vem ou não vem me buscar?”. Ele foi, mas contrariado e prometendo nunca mais fazer isso.

Pois então, ela se encontrava na mesma situação. E agora?
Agora vamos tentar as vizinhas. Alguém teria que ajudar nessa tarefa! Ela pediu para o gerente do bingo segurar por um momento o prêmio, enquanto tentava resolver o problema. Tocou em uma campainha e nada. Tocou na segunda, e nada. Tocou na minha avó também, mas não havia ninguém. Sem saída, ela voltou ao Bingo. “Poxa, seu gerente, você bem que poderia reverter o prêmio em dinheiro, hein?”, indagou. “Mas minha senhora, eu não posso. O prêmio é uma televisão. E se você não puder levá-la, vamos voltar a sortear no bingo”, respondeu o gerente do bingo clandestino.

Depois de tanta negociação, a vizinha conseguiu convencer o gerente. Recebeu mil reais pelo aparelho. Ok, a televisão vale muito mais que isso, mas fazer o quê? Ela não podia voltar para casa com a SEGUNDA televisão ganha no bingo. Paciência.

Da próxima vez conto o episódio quando a vizinha foi parar na delegacia por conta do bingo.

19 de agosto de 2009

Jeunes filles au piano, déjà vu


É engraçada a sensação de rever um momento do seu passado, quando nos deparamos com lugares, cheiros, pessoas ou situações que nos levam às lembranças da infância. Depois de receber um convite inesperado, resolvi comparecer a um sarau. O lugar já não é mas o mesmo, nem as pessoas, mas o ambiente me inspirava o passado. A anfitriã deste encontro, e quem me fizera o convite, foi uma das minhas ex-professoras de piano, que há anos não me via. Ela não escondeu a emoção ao me rever depois de tantos anos. Há pelo menos dez anos deixei a escola de música e desde então pouco fiz contato com a casa. Muitos professores e alunos da época já não estão por lá... nem a querida secretária.

Guardo boas lembranças dessa época, quando pude aprender e apurar meu breve talento musical. Foi lá também que descobri o prazer do teatro. O lugar respirava arte para todos os lados, e meu encanto era tanto, que praticamente fazia deste o meu terceiro lar (o segundo certamente era casa de meus avós). É desta época também minhas primeiras aventuras no palco, quando minhas mãos molhadas de suor arriscavam Mozart, Johann S. Bach, Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu...

E foram justamente essas lembranças que me fizeram conferir de perto este sarau. Quando cheguei à antiga casa, deparei-me com janelas fechadas, porta trancada e a ausência do letreiro. “Poxa, cadê a escola?” Foi quando me lembrei do antigo (e por sorte o mesmo) telefone e pude conferir o novo endereço.

Já no novo espaço, reparei as expressões dos novatos, a simpatia peculiar de minha ex-professora e seu cuidado com os convidados, a tensão pré-apresentação dos alunos... nossa! Exatamente quando era um deles. “Este aqui foi nosso aluno desde os seis anos de idade”, orgulhava-se Tia Cecília ao me apresentar para os presentes. E minha figura ainda se fazia presente de alguma maneira naquele novo espaço: havia fotos dos antigos alunos no mural na recepção, e eu estava lá, em pelo menos duas fotos.

No final das contas, toda essa lembrança me deu vontade de voltar a estudar música, mas infelizmente as prioridades da vida adulta são outras, o que nos forçam optar pelos cursos de pós, idiomas, reciclagens e tantos outros para crescimento na carreira. Quem sabe, na aposentadoria não volto a me dedicar aos exercícios, arranjos e harmonias musicais?

Para terminar esse raciocínio, volto a dizer como é bom rever nossas lembranças do passado. Durante anos, enquanto estudei piano, lembro-me de uma réplica do quadro de Pierre August Renoir, chamado Jeunes filles au piano, que ficava em cima do antigo piano da sala. Lógico que não me importava o nome do pintor, o nome do quadro, quando foi pintado, muito menos o museu em que se encontrava. Mas sua figura era marcante, tanto que guardei em minha memória.

Em janeiro de 2008, quando tive a grande oportunidade de visitar o Museu D´Orsay, em Paris, ao adentrar em uma das salas, deparei-me com o quadro original. Foi inevitável a emoção do instante. Pois naquele momento, depois de tantos anos, revi minha infância celebrada naquela pintura singular e inesquecível.

Ontem, revi o velho quadro, ou melhor, a velha réplica que tanto me marcou na infância, exatamente em cima do velho piano... só que em outra sala.

14 de agosto de 2009

Segue seu caminho...

Viemos ao mundo para crescer! Aprendemos a cada dia uma lição diferente e desde pequenos, vamos construindo nossos caminhos. Às vezes, por comodidade, optamos pelo mais fácil, sendo muitas vezes esse o mais errado também. Então, nos deparamos com pessoas e situações de todos os tipos. Aos poucos, vamos construindo também nossa personalidade e nosso caráter. E nesse ponto específico, o papel dos pais é fundamental. Eles são nossa base, nosso maior exemplo a ser seguido. Deles, tiramos o que é certo e o errado. E com eles, aprendemos o caminho do bem. Assim deveria ser.

“Honrai a vosso pai e a vossa mãe”, independente dos erros que cometam, das falhas e defeitos que carregam. Pense que estes são tão humanos quanto você e, portanto, suscetíveis ao erro. “São crianças, como você”, como dizia Renato Russo. Isso mostra, que nem sempre é o filho que aprende a lição com o pai. Muitas vezes, nós, filhos, é que mostramos o que é o certo e o errado. Talvez porque falte a maturidade espiritual aos mais velhos.

Ao contrário do que costumam dizer, escolhemos sim nossa família. Pai, mãe, irmãos, avós não são parentes à toa. E esses fazem parte de sua vida, querendo você ou não. Vieram unidos para crescerem e progredirem juntos. Cada um no seu tempo.

Quando alcançamos a idade adulta, já com nossos princípios fundados, percebemos o quanto nossos pais foram importantes para nossa formação como cidadão, homem de bem. Mesmo que seja pelo caminho torto. O exemplo negativo também é válido, justamente para percebermos o que NÃO devemos fazer quando adultos.

O maior exemplo é quando vivenciamos situações de brigas e desrespeito em nossos lares e prometemos não seguir o mau exemplo quando passamos constituir nossa próxima família. Palavrões, vícios, traições e xingamentos são exemplos a serem findados, esquecidos, deletados de nossa memória.

Nós somos responsáveis pela felicidade do próximo e, principalmente, dos nossos filhos! Passemos então os conceitos do respeito, do amor, da caridade, da compaixão aqueles que estamos deixando no mundo. Essa é a verdadeira passagem de bastão. Esse é o verdadeiro exemplo a ser seguido.

Aos que pensam apenas nas heranças, nos bens materiais, nas riquezas conquistadas com suor do trabalho dos que já se foram, só lhes resta a compaixão, porque desconhecem o futuro incerto que há pela frente. Riquezas são findáveis, quando não administradas com primor. E muitas vezes, a opção pela riqueza material nos leva para caminhos obscuros, já que atraem apenas os interesseiros e oportunistas.

Busquemos, então, o que nos proporciona a verdadeira felicidade: a paz de espírito e a certeza que não iremos prejudicar o próximo com os nossos interesses, principalmente, se esses forem apenas materiais. A família é o maior presente que Deus poderia nos dar em vida. Acredite nisso!

11 de agosto de 2009

Uma luz no fim do túnel

Hoje passei por um susto e tanto. Rolou um tiroteio no Túnel Santa Barbara, e eu estava no meio disso!!!

Estava indo para o trabalho e no meio do túnel houve um engarrafamento. De repente alguns carros começaram a dar marcha ré, e logo em seguida, as pessoas começaram a abandonar os carros e saíram correndo em direção contrária ao trânsito para sair do túnel. Como estava entre os carros, eu e minha amiga fizemos o mesmo, abandonei meu carro, e saí correndo também. Quando não estávamos mais aguentando correr (e nessa hora percebi o quanto estou fora de forma!) dei uma parada, mas logo começaram os tiros, quando voltamos a correr desesperadamente. Sério, sensação horrível!

No final, a polícia (que queria entrar de carro no túnel) entrou correndo. Depois o trânsito foi liberado e conseguimos sair em paz. Pelo menos um carro foi assaltado e este estava muuuuito próximo da gente.

Já virou clichê a revolta dos cariocas com a violência urbana. Ok, vivemos em uma grande metrópole, e todas têm problemas de violência. Mas de qualquer forma é revoltante sim perceber que a qualquer momento você pode passar por situações de perigo. Não estava andando de madrugada, nem em situações de risco. Estava indo para o trabalho, às 7h30 da manhã. E o que percebemos é a falta de segurança para todos os lados.

O desespero toma conta e você é obrigado a abandonar tudo em prol de sua segurança. “Corre, corre!”, é o grito de ordem dos transeuntes. Você fica parado? Claro que não! E nesse corre-corre, cenas desumanas de idosos abandonando seus carros, amedrontados, tentando fugir do perigo. “Saia do carro, filha!”, gritava um senhor tentando salvar a sua e a vida de sua esposa, também idosa.

Infelizmente, apenas quando vivenciamos situações como essas é que percebemos o quão perigoso está em viver nesta cidade.

Enfim, depois do sufoco e do susto, agora está tudo bem.

Matéria do G1
Matéria do RJTV