15 de outubro de 2007

Enfim, um blog para chamar de meu

Sempre resistir às novas tendências da informática. Foi assim com o icq, Orkut, MSN, música baixada na internet... e agora finalmente com blog! (fugi do fotolog, porque este já é demais)

Mas por que resisti tanto tempo? Não sei exatamente, mas acho que agora vem a vontade de extravasar minhas idéias perdidas em rascunhos mentais em textos passados a limpo. Por isso o nome: Rascunho passado a limpo. Aqui vou tentar contar histórias, de forma livre, sem seguir tendências, linhas, teorias ou quaisquer que sejam “regras” (se é que em blog exista regra). Afinal, esse blog é meu. Eu escrevo o que der na telha. Não tem foco, não tem objetivo, não tem público (por enquanto!), não tem pretensão de se tornar “um dos mais acessados na internet”. Com certeza será um canto para experimentos. Histórias minhas, suas, deles... de quem quiser chegar. Mas pode ser também um espaço para críticas pessoais a filmes, músicas, peças, danças, enfim, arte em geral. O que gosto de consumir, quando posso e quando tenho dinheiro.

Não sei se isso de alguma forma me influenciou, mas acabei de participar de um seminário sobre “O Futuro do Jornalismo e o Jornalismo do Futuro”, em que um dado muito interessante foi apresentado por um dos palestrantes. Segundo uma pesquisa internacional, a cada dia são criados novos 120 mil blogs. Certamente, hoje eu sou o 120º mil do mundo ao criar este blog.

Uma discussão que teve durante o seminário é justamente esse número (assustador por sinal) de blogs criados diariamente em todo mundo. Uns profissionais de comunicação, talvez mais radicais, acreditam que a profissão de jornalista pode ser banalizada, já que agora qualquer um pode escrever o que quiser e difundir suas idéias, opiniões, críticas e informações dos mais diferentes temas.

Outros já pensam ao contrário. Esses acreditam que o profissional de comunicação será cada vez mais respeitado porque tem o compromisso de difundir a “verdade” dos fatos, mesmo sabendo nós que não existe verdade absoluta para nada (ou para tudo) nesta vida. Mas de qualquer forma, o fato de que o profissional, por ser profissional, sabe escrever tecnicamente bem e da melhor forma possível, diferente de pessoas que escrevem em seus blogs de forma livre, pode ser mais reconhecido. Confesso que às vezes me assusta o modo como alguns blogueiros escrevem em seus respectivos. Além de assassinarem a língua portuguesa, não têm noção do que escrevem.

O internauta tem toda liberdade de escrever o que quiser, da maneira que quiser. Mas daí ter sucesso de público, ou até mesmo ter credibilidade, já é duvidoso.

Não quero dizer também aqui que só os jornalistas, escritores, letrados ou qualquer profissional acostumado com a escrita terão sucesso com seus blogs, visto personagens que se fizeram na internet, como a garota de programa que virou celebridade ao escrever suas experiências na internet. Acho que é isso que vale no final. Ser um bom personagem ou saber contar boas histórias! Mesmo que não tenha um português fluente na escrita (afinal, quem são os Machados de Assis contemporâneos?), uma boa história sempre chama atenção!

Só sei que por falta de uma coluna no jornal O Globo, Estado de São Paulo, Folha, JB, aqui estou eu, a fim de escrever, escrever, escrever, escrever... para quem quiser, puder e tiver a fim de ler. Não tenho a pretensão de ser um Veríssimo da vida, nem um Cony, muito menos um João do Rio, mas se tiver pelo menos o reconhecimento da minha mãe (professora de português e literatura brasileira), já está valendo.

3 comentários:

Jujuba disse...

hahahahhahah Mário!!! bem, surgiram um monte de idéias de comentários ao longo do texto... mas o que mais me marcou e tenho que começar por ele: é o final! hehheheheh

"Freud explica"

Voltando a questão do jornalismo acabar com os blogs e sites pessoais acho isso muito apocalíptico (ha-ha! lembrei o termo que queria utilizar num outro dia durante uma conversa!)... Grande Umberto Eco... Durante a história vários ofícios tiveram que se modificar ou ampliar suas funções para "sobreviver" as mudanças da sociedade e nem por isso eles deixaram de existir. Os que se extinguiram foi pq não souberam entender de forma mais ampla o que lhes cabia. Aí, puxando a sardinha um pouco para o meu lado, posso citar o texto "Miopia em marketing", de Theodore Levitt, no qual ele fala exatamente isso...

No mais, passo aqui para deixar registrado as minhas boas-vindas ao mundo digital e que este seja o primeiro de muitos textos reflexivos sobre a sociedade ou não!

beijocas da sua co-worker!

mari_andrade31 disse...

Mário!!!! meu amigo lindo!!! adorei seu blog...como sempre escrevendo bem!!!!! não demorei para vir aqui te prestigiar viu....já que não fui na apresentação vim aqui fazer uma média, hahahahahaha!!!!!! te adoro amigo, estou com saudades!!!!!
beijooosssss

CAROLINA disse...

Cara, Mário!
A-D-O-R-E-I!!!
Acho que a idéia é essa mesmo... nem "apocalíptico", nem "integrado"! rsrsrs...
Não pode haver idealizações profundas demais, mas tem que meter a cara mesmo e ver no que dá!
Te dou todo o apoio e sabe que pode contar no que precisar! A propósito, esse layout é padrão do "blogger" ou tem como mudar?! Dá pra dar uma cara mais "jornalística" a ele! ;-)
Bjoks, Carol.