18 de outubro de 2007

Tropa de Elite do Jornalismo

Não é só a polícia que tem uma tropa considerada de elite que corre atrás de bandido com táticas de guerra e total preparo físico (e nem sempre psicológico) para enfrentar o tráfico nos morros. Fiquei surpreso em conhecer hoje a Tropa de Elite do Jornalismo! Sim, nós também podemos contar com uma equipe capaz de enfrentar qualquer tipo de guerra! Ao ler o Por dentro do Globo (18-10-07), descobri o curso de segurança para áreas hostis. Trata-se de um curso, de três semanas, para instruir jornalistas em coberturas de conflitos – traduz-se confronto entre policiais e traficantes em favelas do Rio. O instrutor é um ex-fuzileiro inglês que há dez anos trabalha em empresa especializada em segurança.

Durante o curso, os jornalistas passam por situações reais (em cenários de favelas) com direito a tiros (de bombinhas) e sangue (de mentira). Tudo para preparar o jornalista para o combate! Dica número 1: não seguir a polícia em áreas de conflito, afinal ela é alvo principal!

Vale lembrar que nenhum dos 25 jornalistas participantes do curso é correspondente de guerra (pelo menos a matéria não especificou). Será que José Hamilton Ribeiro recebeu esse tipo de treinamento para cobrir a Guerra do Vietnã?
Por favor, alguém me lembra onde moramos? Hã? Bagdá? Não, não, no Rio de Janeiro mesmo.

Outro detalhe importante, o treinamento foi realizado pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio, com apoio dos sindicatos patronais de jornais e revistas e de rádio e TV e do International News Safety Institute (INSI). Eles querem preservar a vida do repórter-herói-caveirão!

Será que treinamentos como esses serão incluídos no currículo dos jornalistas? Melhor, será que as faculdades de comunicação exigirão mínimo de créditos na grade de seus cursos?

Bem, como eu não sei meu futuro na profissão, por enquanto vou treinando no paintball com os amigos!

Um comentário:

Bibi disse...

É amore... Lá no jornal tb tem isso. Deve ser tenso ter de sair da redação com colete salva-vidas e de carro blindado. Graças a Deus o lugar mais perigoso que eu tenho ido é mesmo o Projac. hehehehe

beijinhos!