- Ir para uma entrevista com dúvidas sobre a pauta e retornar à redação com mais dúvidas;
- Tentar compreender em algumas horas o que pesquisadores levaram anos estudando;
- Escrever palavras em português que o word não identifica (sublinhado em vermelho) mas que estão corretas;
- Escrever textos para públicos cada vez mais específicos;
- Fazer cara de entendimento diante do entrevistado, quando você está viajando na maionese;
- Ter escolhido Comunicação Social no vestibular, justamente porque não gostava de física, química e biologia, e só escrever sobre isso (e coisa pior!);
- Sentir-se um burro quando o entrevistado explica várias vezes e você continua não entendendo o que se trata;
- Escrever sobre avanços da medicina e acreditar que vai revolucionar o mundo com suas matérias;
- Ter seu texto jornalístico todo rasurado pelas fontes (entrevistados) que insistem incluir somente termos técnicos, e ainda corrigir o SEU português ainda de forma errada!
- Ter orgulho quando alguém lhe diz “li sua matéria e aprendi (ou me interessei) muito sobre o assunto”;
- Descobrir que depois de um tempo você já fala e entende bem a língua do “tecnês”;
- Achar que cada texto publicado equivale a um artigo científico, com tantas referências e termos técnicos;
- Acreditar que ainda vale a pena fazer jornalismo científico, mesmo escrevendo sobre a “reflectância de vitrinita”.
Em tempo: "A reflectância de vitrinita é um parâmetro muito importante na determinação da paleotemperatura a que uma bacia sedimentar, onde se encontra o petróleo, foi submetida", entendeu?
28 de abril de 2010
27 de abril de 2010
Nosso Lar - Os bastidores do filme
Mais uma vez, volto a comentar sobre um filme que agora já não é tão “misterioso” assim. Ao contrário, Nosso Lar – o Filme já está sendo bastante comentado e divulgado pelos quatro cantos. E merece! O longa promete ser mais que um filme sobre universo espírita, mas uma obra prima da sétima arte, com efeitos especiais produzidos no Canadá (empresa Intelligent Creatures), fotografia de Ueli Steiger ( de “10.000 A.C.”, e “O dia depois de amanhã”) e trilha sonora de Philip Glass.
Acabei de assistir ao vídeo com os bastidores do filme e fiquei impressionado e fascinado pelo que vem por aí.
Aos que já passaram por aqui, lembram do post de julho 2009, quando tive o privilégio de assistir de perto uma das locações e a filmagem da cena em que André Luiz é encaminhado ao hospital de Nosso Lar.
Mais detalhes, acesse o site oficial do filme.
Fonte: Matéria do G1 sobre os bastidores.
Acabei de assistir ao vídeo com os bastidores do filme e fiquei impressionado e fascinado pelo que vem por aí.
Aos que já passaram por aqui, lembram do post de julho 2009, quando tive o privilégio de assistir de perto uma das locações e a filmagem da cena em que André Luiz é encaminhado ao hospital de Nosso Lar.
Mais detalhes, acesse o site oficial do filme.
Fonte: Matéria do G1 sobre os bastidores.
26 de abril de 2010
Cadê Alice?
Assisti ontem ao badalado Alice no País das Maravilhas, em
3D, mesmo não assistindo 3D (saiba porquê). Confesso que minha ida ao cinema foi mais
um pretexto para sair com a namorada (que adorou o filme) e com os
amigos-bagunceiros do que pelo próprio filme. Desculpe os fãs, mas acho a
história doida (a original), sem enredo definido. Neste novo, de Tim Burton, a
Alice já adulta volta ao mundo conhecido pelos seus sonhos para tentar fugir de
um pedido de casamento.
Vamos lá: valeu pela fotografia, pela fantasia (e aí inclui
a caracterização dos personagens exóticos), pela atuação de Johnny Deep como
chapeleiro maluco, de Helena Bonham-Carter como Iracebeth (rainha vermelha) e
da Anne Hathaway como Rainha Branca. E ponto. Às vezes a boa propaganda do produto
já faz valer sua venda, sem que este seja realmente de qualidade. Em outras
palavras, a divulgação maçante na mídia dos personagens exóticos de Tim Burton
fez-se criar um burburinho tão grande que seria inevitável a grande expectativa
deste filme nas telonas. Resultado disso é um filme mediano, em que a grande
sacada já tinha sido divulgada. Veja uma crítica interessante.
Mas aproveitando o post, assisti também neste fim de semana
o filme (500) Dias com Ela, uma boa
dica de Railer. Na história, o cara se apaixona por uma colega do trabalho, mas ela não. Apesar
de ficarem um tempo juntos, sem definir que tipo de relacionamento era aquele,
eles vivem um romance bacana, até ele levar um chute dela, ou melhor... ela diz
“gosto de você como amigo”. Isso é sempre complicado quando um dos lados se
apaixona e espera muito mais da outra. As expectativas são inevitáveis. O filme
tem momentos ótimos, quando, por exemplo, a tela é dividia para mostrar o que é
real e o que é desejado pelo protagonista durante uma festa. Quantas vezes
passamos por essa situação. Imaginamos um mundo perfeito, entendimentos mútuos,
quando tudo acontece exatamente como idealizamos, mas na realidade, ficamos
frustrados com o rumo da história.
A bela mensagem fica com a idéia de que contabilizamos os
dias em que vivenciamos um romance (não-real) até você perceber que não tem
mais jeito e conhecer outra pessoa e passar investir nesse novo romance. Daí, reinicia-se a contagem e pronto.
22 de abril de 2010
Entre um feriado e outro...
Como dizia Nelson Rodrigues, "O brasileiro é um feriado".
Enquanto nós pobres mortais não enforcamos essa quinta-feira preguiçosa, nos divertimos com e-mails como esses...
A prova de tradução (oral) consta de três módulos...
1. MODULO BÁSICO
Tres bruxas olham três relogios Swatch. Qual bruxa olha qual relogio?
Em inglês:
Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch?
2. MODULO AVANÇADO
Tres bruxas "travestis" olham os botões de três relogios Swatch. Qual bruxa travesti olha os botões de qual relogio Swatch?
Em inglês:
Three switched witches watch three Swatch watch switches. Which switched witch watch which Swatch watch switch?
3.. E ESTE É PARA MESTRES:
Tres bruxas suecas transexuais olham os botões de tres relogios Swatch suiços. Qual bruxa sueca transexual olha qual botão de qual relogio Swatch suiço?
Em inglês:
Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch switch?
16 de abril de 2010
"O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer"
Imagina uma mulher, no auge de sua vivacidade e beleza, com seus vinte e poucos anos, linda, loira, independente e casada com um “verdadeiro príncipe encantado”, segundo a própria. Ok, não existe príncipes encantados na vida real, e por mais que ela vendesse essa imagem do maridão, muitos duvidavam de tal perfeição. Na verdade duvidavam até dos gostos do rapaz, de suas atitudes e feições.
Apaixonada, fiel e crente no ideal “casados até que a morte os separe”, ela vivia sua vida de “bem-casados”, mesmo suportando o peso dos desencontros conjugais, devido ao trabalho, principalmente do marido.
Acreditava nele integralmente, capaz de assinar cheques, pagar contas altas com seus cartões, confiar em suas decisões financeiras, como toda “boa esposa”. Entretanto, alguns assuntos eram meio tabus em rodas de amigos, como transas inesquecíveis, loucuras de amor, e prazeres conjugais. Ok, eles tinham direito de serem discretos e preservarem ao máximo suas intimidades. Mas nem para as amigas mais próximas ela fazia confissões amorosas.
Uma vez, numa conversa feminina, ela confessou que o casamento andava morno e estava pensando em fazer uma surpresinha, para esquentar a relação do casal. A amiga sugeriu a compra de um bom espartilho vermelho para causar impacto. Causou impacto sim, mas não fez muito efeito. Na verdade, nem chegou a ser usado.
O mau humor e o constante cansaço já se faziam presentes em seu cotidiano. Brincadeiras à parte, alguns soltavam “isso é falta de sexo”! E realmente podia ser, mas ela insistia dizer que seu relacionamento não se baseava em prazeres carnais.
Certa ou não, ela persistia em viver a dois, sem perceber o quanto sua vida estava sendo deixada de lado aos poucos. Sabia que lá no íntimo ela não era feliz... mas fazer o quê? Terminar um casamento por nada? Ainda trazia consigo a herança cultural da família, em que casamento é para vida toda. O medo de “magoar” seus familiares era grande – maior que a certeza que o fim era inevitável.
Até que um dia...
Um parêntese aqui: quando somos espectadores da vida alheia, percebemos logo de cara qual o final daquela história, mesmo que o enredo demore um pouco para chegar no clímax. Portanto, o final dessa história já era esperado por muitos, para “felicidade” de uns, e “tristezas” de outros.
Logo depois de um natal indiferente, ela recebeu um telefonema da mãe. “Filha, vem para cá, precisamos conversar com você”. Como assim, precisamos? Além de sua mãe, quem estaria por lá? Em plena segunda-feira pela manhã, dia comum de trabalho, uma reunião familiar? Assunto sério? Estranho.
Quando ela chegou a casa de seus pais, o circo estava armado. Seus pais, sua irmã e até seu futuro cunhado estavam reunidos aguardando sua chegada, menos ele. “O que está acontecendo?”. É simples. Seu casamento acabou. Seu marido nos procurou, disse que vocês já não estavam bem e que ele não pode mais ficar em casa. Pediu-nos que ficássemos ao seu lado para dar o apoio e o conforto necessário. Filha, vai ficar tudo bem com você.
O motivo veio à tona pouco tempo depois. Ela descobriu (não por ele, é claro) que ele era gay e estava saindo não só do armário como de sua fingida vida de casado. Era tudo uma farsa? Nunca saberá de fato quanto tempo ele escondeu isso dele mesmo. Talvez por medo de rejeição dos próprios familiares, dos amigos mais próximos, enfim, da sociedade.
O fato é que ela foi “enganada” por uns longos nove anos de relacionamento, entre namoro e casamento. Depois vieram as outras descobertas, como cheques sustados, pagamentos não-realizados, um verdadeiro rombo em sua conta bancária. O prejuízo passava do emocional e invadia o financeiro. Ela deixou tudo para trás, carro, apartamento, móveis etc.. As megalomanias dele só a deixaram mais “desfalcada” no final das contas. Inevitáveis seriam a tristeza, a baixa auto-estima, a depressão. Ela chorou por semanas seguidas.
Porém, o estalo se deu em meio ao desespero total: “sabe de uma coisa? Foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Quanto tempo eu iria viver no engano? Engano dele, engano meu em acreditar num casamento infeliz e farjuto”. Portanto, o “despertar da consciência” seria necessário e surgiu no momento certo. Recuperada totalmente talvez seja exagero dizer, mas ela hoje está bem. Meio tímida ainda, ela anda descobrindo prazeres até então desconhecidos.
Essa história é real. Sem exageros, hoje vejo que esta pessoa encarou a desilusão amorosa como mais uma provação dentre tantas que passamos na vida. Como dizia padre Antônio Vieira, “Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!”
Apaixonada, fiel e crente no ideal “casados até que a morte os separe”, ela vivia sua vida de “bem-casados”, mesmo suportando o peso dos desencontros conjugais, devido ao trabalho, principalmente do marido.
Acreditava nele integralmente, capaz de assinar cheques, pagar contas altas com seus cartões, confiar em suas decisões financeiras, como toda “boa esposa”. Entretanto, alguns assuntos eram meio tabus em rodas de amigos, como transas inesquecíveis, loucuras de amor, e prazeres conjugais. Ok, eles tinham direito de serem discretos e preservarem ao máximo suas intimidades. Mas nem para as amigas mais próximas ela fazia confissões amorosas.
Uma vez, numa conversa feminina, ela confessou que o casamento andava morno e estava pensando em fazer uma surpresinha, para esquentar a relação do casal. A amiga sugeriu a compra de um bom espartilho vermelho para causar impacto. Causou impacto sim, mas não fez muito efeito. Na verdade, nem chegou a ser usado.
O mau humor e o constante cansaço já se faziam presentes em seu cotidiano. Brincadeiras à parte, alguns soltavam “isso é falta de sexo”! E realmente podia ser, mas ela insistia dizer que seu relacionamento não se baseava em prazeres carnais.
Certa ou não, ela persistia em viver a dois, sem perceber o quanto sua vida estava sendo deixada de lado aos poucos. Sabia que lá no íntimo ela não era feliz... mas fazer o quê? Terminar um casamento por nada? Ainda trazia consigo a herança cultural da família, em que casamento é para vida toda. O medo de “magoar” seus familiares era grande – maior que a certeza que o fim era inevitável.
Até que um dia...
Um parêntese aqui: quando somos espectadores da vida alheia, percebemos logo de cara qual o final daquela história, mesmo que o enredo demore um pouco para chegar no clímax. Portanto, o final dessa história já era esperado por muitos, para “felicidade” de uns, e “tristezas” de outros.
Logo depois de um natal indiferente, ela recebeu um telefonema da mãe. “Filha, vem para cá, precisamos conversar com você”. Como assim, precisamos? Além de sua mãe, quem estaria por lá? Em plena segunda-feira pela manhã, dia comum de trabalho, uma reunião familiar? Assunto sério? Estranho.
Quando ela chegou a casa de seus pais, o circo estava armado. Seus pais, sua irmã e até seu futuro cunhado estavam reunidos aguardando sua chegada, menos ele. “O que está acontecendo?”. É simples. Seu casamento acabou. Seu marido nos procurou, disse que vocês já não estavam bem e que ele não pode mais ficar em casa. Pediu-nos que ficássemos ao seu lado para dar o apoio e o conforto necessário. Filha, vai ficar tudo bem com você.
O motivo veio à tona pouco tempo depois. Ela descobriu (não por ele, é claro) que ele era gay e estava saindo não só do armário como de sua fingida vida de casado. Era tudo uma farsa? Nunca saberá de fato quanto tempo ele escondeu isso dele mesmo. Talvez por medo de rejeição dos próprios familiares, dos amigos mais próximos, enfim, da sociedade.
O fato é que ela foi “enganada” por uns longos nove anos de relacionamento, entre namoro e casamento. Depois vieram as outras descobertas, como cheques sustados, pagamentos não-realizados, um verdadeiro rombo em sua conta bancária. O prejuízo passava do emocional e invadia o financeiro. Ela deixou tudo para trás, carro, apartamento, móveis etc.. As megalomanias dele só a deixaram mais “desfalcada” no final das contas. Inevitáveis seriam a tristeza, a baixa auto-estima, a depressão. Ela chorou por semanas seguidas.
Porém, o estalo se deu em meio ao desespero total: “sabe de uma coisa? Foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Quanto tempo eu iria viver no engano? Engano dele, engano meu em acreditar num casamento infeliz e farjuto”. Portanto, o “despertar da consciência” seria necessário e surgiu no momento certo. Recuperada totalmente talvez seja exagero dizer, mas ela hoje está bem. Meio tímida ainda, ela anda descobrindo prazeres até então desconhecidos.
Essa história é real. Sem exageros, hoje vejo que esta pessoa encarou a desilusão amorosa como mais uma provação dentre tantas que passamos na vida. Como dizia padre Antônio Vieira, “Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!”
15 de abril de 2010
Novidade do mercado jornalístico
Não menosprezando o trabalho dos coleguinhas deste segmento,
mas achei engraçado um e-mail que recebi por esses dias. Tratava-se de um “Curso
de Desenvolvimento Profissional” em Jornalismo
de Celebridades. O assunto do email já chamava atenção: “O Mercado de
Celebridades espera por você”, olha que máximo?
Costumo apagar esses e-mails quando o título já não me
interessa, mas a curiosidade em saber como funciona o tal curso me fez ler a
propaganda e veja a descrição do curso:
“Noticiar a vida dos famosos tem movimentado a indústria
jornalística. A cada ano, surgem novas revistas, programas de TV, sites e
colunas que tratam sobre o assunto. Diante deste panorama, o CDProf de
Jornalismo de Celebridades tem como objetivo mostrar o dia a dia dos
profissionais deste segmento, instrumentalizando o público alvo a atuar na área”.
Ou seja, o negócio é sério!
Então, você aprende a ser um jornalista de fofoca com
categoria e certificado (lembrando que diploma em jornalismo virou peça
decorativa!). Aprende, por exemplo, “Universo dos Famosos”, “Dia a dia de redação”,
“Coluna Social”, “Jornalismo na Web” e o melhor de todos: “A Arte de ser
Paparazzi”. O investimento? Mais de dois mil reais, acredita?
Não sei se é puro preconceito meu, porque trabalho com um
repertório e público COMPLETAMENTE diferente desse mundo, mas acho tudo isso um
tanto... forçado e fútil. “Ah, vai dizer que você nunca procurou saber sobre a
vida alheia dos famosos”. OK, já, mas daí a se especializar a ponto de pagar
por um curso de “desenvolvimento profissional” para escrever se fulana traiu
o seu marido com outro famoso, acho desnecessário. Mas enfim, o mercado está
aberto para todas as oportunidades, e não devo dizer “dessa fonte nunca beberei”,
porque nunca sabemos o dia de amanhã
14 de abril de 2010
Um ano e um mês de romance
Pensar em você
(Chico César)É só pensar em você
Que muda o dia
Não dá prá esconder
Nem quero pensar
Se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu e eu vou só
Pensar em você
Se a chuva cai
E o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
E em paz com o mundo
E comigo
E consigo
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