9 de novembro de 2016

E 2016 ainda não acabou...



Já tivemos Impeachment, aceitamos um Governo que em pouco tempo defende um dos maiores cortes de investimento já vistos no País, já elegemos um prefeito vaselina, ligado à Igreja Universal (que busca dominar o mundo), já vivemos em um Estado falido e, hoje, amanhacemos com os Estados Unidos elegendo Trump como o mais novo presidente.

Como diz meu querido irmão, “a humanidade está indo para o CTI, para deixar bem a olhos vistos que ela está doente”. Até quando vamos viver ainda num mundo que predomina a ideologia de “bolsonaros” da vida, cercado de preconceitos? Cadê o mundo de Regeneração que tanto desejamos?

Por aqui, vejo um horizonte de intolerância, revolta, extremistas, terrorismo e mais guerra. Vejo preconceitos, radicalismo, segregação e egoísmo. Novos tempos para escândalos, barbaries, ataques e acusações. Mesmo depois fase difícil da Era Bush, voltaremos para “sonho americano” deturpado. E o que temos a ver com isso? Um mundo mais intolerante, certamente.

Dizem que os brasileiros não têm consciência política e que não sabem votar. A verdade é que a onda de radicalismo vem predominando, seja aqui, seja nos Estados Unidos, seja na Rússia...

Então, 2017, ainda estamos nos preparando psicologicamente para lhe receber.

16 de setembro de 2016

Aventurar com consciência



Já na vida adulta, descobri o prazer por aventuras, em praticar esportes e passeios com adrenalinas. Gosto de conhecer lugares novos, traçar trilhas, mergulhar, pular de pedra, voar etc. Mas confesso que a recente morte do ator Domingos Montagner, após se afogar numa região conhecida como Prainha de Canindé de São Francisco, considerada área perigosa para banho, me assustou um pouco.

Realmente, não podemos acreditar que “tudo vai dar certo”, sem conhecer os perigos camuflados que guardam a natureza. E são muitos. Não só o perigo dos animais, mas os rios e mares com suas correntezas, as rochas, tronco de árvores e tudo que pode acabar com a vida em questão de minutos. Desbravar o mundo faz parte da vida, faz bem à alma, mas exige lá seus cuidados. E ter medo não é um ato de covardia e sim de respeito.

Não é à toa que afirmam “os que morrem afogados geralmente são os melhores nadadores”. Porque aquele que não sabe nadar, nem se joga na água. E é disso que essa tragédia me veio alertar. Arriscar a vida por um banho de rio pode parecer ingênuo, quando acreditamos que um rio não traz nenhum perigo. “Se o mar tiver de ressaca eu não entro”. Claro! O risco é evidente, está diante dos seus olhos. Mas quando você enxerga um rio “calmo”, sem ondas, você logo acredita que não há perigo algum...

A autoconfiança pode ser injusta. Há sempre de ter consciência para os limites do corpo, por mais que seja uma pessoa preparada e com bom condicionamento físico. Tragédias e fatalidades acontecem. Não temos o controle de tudo. Mas quando pensamos que há situações que podem ser evitadas, devemos refletir antes que seja tarde...

6 de julho de 2016

Missão padrinho de casamento



Uma das maiores satisfações que tenho na vida é ser convidado para apadrinhar um casal de amigos no casamento. E lá se vão 14 casamentos como padrinho! Essa história começou há 11 anos, em 2005, quando meu amigo de infância me convidou pela primeira vez a missão. Confesso que comecei meio torto, chegando atrasado no altar (não por minha culpa!), mais precisamente na hora do “Sim” dos noivos.

Ser padrinho é, para mim, um reconhecimento da amizade, aquela chancela de que “você, meu amigo de fé, meu irmão camarada”. E não há melhor sentimento que ter uma amizade sincera e se sentir querido. Pisciano já é emotivo e passional, então, amor é a palavra que resume o significado de uma boa amizade.
Cada um tem sua história, origem diferente. Uns me conheceram ainda na barriga, como meus dois irmãos, outros cresceram junto comigo, desde as brincadeiras do play e no pátio da escola. Outros, já conheci na fase adulta, na época da faculdade, e por aí vai. Mas todos guardam uma história em comum: a parceria em pelo menos uma fase da vida.

Nesses anos, acumulei tanto histórias boas, como ruins. Dois casais já se separaram, infelizmente. Outros dois, o convite chegou a ser feito, mas o casamento de fato não aconteceu. E é nessa hora que a amizade mais ganha força, pois, assim como nos votos do casamento, “é na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, até que a morte os separe”!

Já fui preterido ao “cargo” de padrinho uma vez justamente por ter assumido a função várias vezes. E, segundo o então noivo, isso me dava o título de “figurinha carimbada. Seremos mais um casal para coleção dele”. Não faz mal, estava eu lá no altar do mesmo jeito... como fotógrafo!

Não à toa, sou daqueles padrinhos participantes. Já acompanhei amiga em feira de noivas, levei noivo para praia no dia do casório, peguei muitas encomendas para os noivos, ajudei escolher fornecedores, provar buffet e espumante, reunião com DJ, coreografia da primeira dança do casal, escolha do terno e preparar o nó da gravata do noivo, editar vídeo de pedido de casamento, produzir vídeo para passar no casamento, ensaio fotográfico...

Se eu quiser mudar de profissão e me dedicar à produção de casamento, acho que já tenho know-how para isso. Não faltam dicas de fornecedores, lugares para casório, sugestões de músicas etc. Já fui padrinho em várias cerimônias, das mais tradicionais as mais excêntricas, com direito a mãe de santo e pombo da paz!
O mais importante de tudo isso é acompanhar o crescimento e os frutos desses afilhados. Não há casamento perfeito e, por mais que exista amor, o relacionamento precisa amadurecer para dar certo. Em muitos, vejo esse amadurecimento acontecer e admiro o amor construído e fortalecido ao longo dos anos de companheirismo.