Alguns costumes pessoais acabamos repetindo todo fim e
início de ano. Dar o último mergulho no mar para “limpar a alma” e deixar tudo
de ruim para trás, agradecer pelas conquistas boas, esquecer das coisas ruins e
prometer sempre algo que não conseguimos cumprir no ano que passou. Promessas
são sempre promessas, mas sempre com a esperança de serem cumpridas. Esse fim
de ano não consegui ir à praia, por conta do joelho ruim. Também não fiz lista
de promessas, nem saí ligando para as pessoas para desejar feliz ano novo.
Estou começando um ano de uma maneira estranha: debilitado, sem
poder caminhar, ir para onde tenho vontade etc. A coisa boa é que estou mais
perto da minha família, recebendo todo carinho e atenção dos entes queridos,
incluindo os amigos mais próximos.
Natural seria se eu me organizasse, aproveitasse o tempo
ocioso para colocar em dia tudo aquilo que você tenta fazer em casa mas que
nunca arranja tempo sobrando. Ler os livros, assistir aos filmes, organizar
documentos, pastas, objetos. Montar os álbuns de viagens, aniversários etc. Aproveitar
para estudar para um próximo concurso. Confesso que tento. Mas a cabeça inquieta
não para de pensar, a ansiedade em poder sair logo da cama, de ter uma vida
normal, tudo isso acaba atrapalhando minha desejável mas quase impossível
organização.
Até escrever virou algo sem importância, chato, sem ter o
que falar de fato. O mal humor não pode predominar, mas a paciência vem se
desfazendo, como um fio puxado de um tecido fino. Pessimismos à parte, quero
começar meu ano com a certeza que “há males que vêm para bem”, e se agora o
sacrifício é passageiro, a recompensa pode ser duradoura.
É certo que, por força maior, serei obrigado a ser
disciplinado, tanto na dieta quanto nos exercícios diários para fortalecer o
joelho. Quem sabe isso não me dá um gás para levar a sério a academia (já que
por vontade própria não estimula nem um pouco)?
Enfim, Feliz 2013, que seja um ano de recuperação, desafios
prazerosos, superação e força de vontade! Começar o ano “de joelhos” pode ter
um significado, seja lá qual for, rs!



