Deixo me levar pelos tempos do inverno, nem tão rigoroso
assim.
Apesar do vento frio, assobio gelado ao pé do ouvido,
aqueço-me pelos raios de sol matutino.
É fim de julho, um sábado de aconchego, uma cama super king,
daquela que nos remete à infância, quando pulávamos na cama dos pais.
Descortino a janela e me deparo com mar calmo. Chinelo,
bermuda, óculos de sol, um protetor e uma bossa a tocar, “Dias de luz, festa de
sol...” me convidando “dia lindo, vamos aproveitá-lo”?

Ao anoitecer, venho lhe pedir sua mão. Um carinho, um afeto
sempre é bom.
Na volta daquele assobio frio, lembro-me que estamos no
inverno, à beira mar. Desce uma, duas, três taças de um tinto, até me
entorpecer no seu afago. Acende aquela vela, coloca a água da banheira para
esquentar e vem me despir devagar. Apimentar a relação faz parte do seu
feitiço?
Trago boas lembranças daquele final de semana em Armação dos
Búzios. Nem a charmosa rua das pedras, nem Brigitte Bardot sentava à beira mar,
nem as belas praias Ferradura, Azedinha, Rasa, Tartaruga ou Geribá me amarraram
tanto quanto o seu encanto, no tempo que passamos por lá.
Um comentário:
só fui a búzios uma vez.
tenho que voltar lá.
abraços,
raileronline
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