25 de fevereiro de 2014

Stand Up Paddle – terapia nas águas



Já faz um tempo que a prática do stand up paddle no Rio vem ganhando adeptos e virou “modinha”, assim como outros esportes praticados nas praias. O stand up é bem menos radical que o surf “tradicional”, mas não deixa ser prazeroso para quem curte o mar. O equilíbrio é a palavra chave e a sensação de leveza é só para quem olha de fora, porque em cima da prancha a história é outra.


Há também uma grande diferença entre praticar em lagoa e no mar aberto com ondas. A estabilidade é bem maior na lagoa (stand up paddle flat) e, portanto, mais fácil aprender a se equilibrar em cima da prancha. Mas praticar aqui no Rio em lagoa é para quem tem coragem de enfrentar água suja, caso venha a cair. O desafio de se manter em pé no mar atrapalha um pouco o desempenho completo, mas ainda assim vale a pena arriscar. 


Lagoa da Conceição - Floripa
A primeira vez que fiz stand up foi em Florianópolis, na Lagoa da Conceição. Lugar perfeito para aprender e pegar prática, porque além de limpa, a água é praticamente parada. Aqui no Rio, já me aventurei na Lagoa Rodrigo de Freitas, com o pessoal do LAGOA SUP RJ e também na praia de Copacabana, próximo ao forte. São muitos profissionais oferecendo o aluguel da prancha na orla carioca, que inclui uma breve instrução antes e, se quiser pagar mais caro, o acompanhamento de um instrutor durante a prática. 


Há diferença também na escolha da prancha. Para iniciante, o ideal é o modelo de tamanho grande (12´, 11´ ou 10´) que garante mais estabilidade. Para quem já tem prática e faz travessias, os modelos de ponta de lança (mais estreitos) são mais utilizados, porque ganham mais velocidade.


Lagoa Rodrigo de Freitas - RJ
Qualquer exercício na água é prazeroso, mas o stand up paddle, particularmente, tem uma sensação terapêutica para quem não busca competição, ou a prática profissional. Infelizmente, é um esporte ainda caro, tanto para quem pratica esporadicamente (no caso de aluguel do equipamento), quanto para quem investe na compra da prancha. Uma boa opção é a prancha inflável, que é mais fácil de guardar em casa e transportar.


Há quem garante que vale mais a pena alugar a prancha ao invés de comprar, porque o valor pago em um aluguel (em média R$30 por meia hora, R$50 por uma hora) ainda compensa. Para quem tem a possibilidade de comprar no exterior a prancha, talvez seja mais vantajoso. O modelo que adquiri, da marca Isle, é uma ótima opção para quem é iniciante, como eu. A prancha inflável é larga e com boa espessura, o que garante estabilidade, mesmo com mar com ondas.

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