3 de fevereiro de 2017

La la Land – o musical que caiu no gosto popular



Musical não agrada todo mundo, mas La la Land – Cantando Estações parece ser um fenômeno. Depois de receber sete estatuetas no Globo de Ouro e ter 14 indicações ao Oscar, o longa virou assunto em todos os lados.

Talvez a explicação para tamanho sucesso seja porque o filme, ao mesmo tempo que faz várias referências a clássicos do cinema, foge do óbvio e traz atores que não são showman. Emma Stone interpreta Mia, uma aspirante a atriz que sonha fazer sucesso em Hollywood, mas só recebe “nãos” em seus testes. Ryan Gosling vive o pianista Sebastian, amante de Jazz e que sonha ter um espaço para se dedicar ao gênero musical predileto. Eles se esbarram na engarrafada cidade de Los Angeles e vivem um romance. Até aí, parece mais um clichê. Mas o filme vai muito além disso.

A história é contada misturando, é claro, muita música e dança. Impossível não remeter aos clássicos de Fred Astaire e tantos outros filmes que marcaram as cores vibrantes, as coreografias ensaiadas, o sapateado e os cenários de estúdios. Uma metalinguagem contemporânea, mostrando bastidores do cinema, com direito a fantasia, cenários fakes, quase beirando ao brega, mas com roupagem atualizada.

A trilha sonora é um charme à parte, com melodias incríveis como “Another Day of Sun” e a emocionante “Mia & Sebastian´s Theme (late for the date)”, de Justin Hurwitz, que faz um som no piano extraordinário! Veja mais nesse link
 
No final das contas, a nostalgia por filmes românticos, leves e divertidos fez do La la Land um filme surpreendente que vence dramas, suspenses, ações, super heróis, ficções científicas e outros gêneros já batidos.

Dá uma olhada nas referências cinematográficas do filme. Edição disponível no canal Burn Book TV.Outras referências citadas aqui.


1 de fevereiro de 2017

O Fim da Rádio MPB FM 90.3



Chegou ao fim a rádio MPB FM 90.3 no dia 31 de janeiro de 2017. Uma emissora que valorizava nossa cultura popular brasileira, nossos artistas, nossa música. Um veículo que divulgava trabalhos excelentes de profissionais incríveis como o mestre Fernando Mansur, radialista, professor e grande comunicador da era moderna do rádio.

Desde seu lançamento, na década de 2000 pelo Grupo O Dia, a proposta da então Nova MPB FM foi inovar, abrindo espaço para verdadeira Música Popular Brasileira, com multiplicidade de gêneros musicais. Ao contrário de outras emissoras, que durante a programação maçante de músicas estrangeiras ainda tocavam alguns sucessos nacionais, a MPB FM só tocava música feita por artistas brasileiros.

Tive a oportunidade de ir em algumas gravações do programa Palco MPB FM, com apresentação de Fernando Mansur. Um dos programas mais significativos da emissora, que abriam espaço para artistas apresentarem seu show, com uma hora de duração. Todos foram sempre muito animados. Outros programas também marcaram, como Faro MPB e o Samba Social Club, aos finais de semana, que tocava samba de raiz e trazendo novidades do mundo do samba.

Como jornalista, lamento profundamente o fim de um importante veículo de comunicação. Mas como amante da boa música popular brasileira, ouvinte de rádio e admirador de grandes artistas nacionais, fico triste pela perda de um canal que transmitia bem-estar.

Ficamos órfãos.

Nas redes sociais, o anúncio do fim da rádio repercutiu muito, e todos lamentavam com seus depoimentos pessoais de como a rádio fazia parte do seu dia a dia. O sentimento é de perda mesmo.
Mesmo depois da venda de 50% da marca ao Grupo Bandeirantes, em 2012, o combinado era que a identidade da programação fosse mantida até certo tempo. Mas parece que esse período acabou e a Band decidiu encerrar as atividades, passando a frequência para Band News (que continua também na 94.9 FM).

Em tempos de spotify, a crise chegou às emissoras de rádio. Os antenados dirão que é a modernidade avassaladora, permitindo você criar sua própria rádio, sua própria programação. Os saudosistas dirão que é o fim da era do rádio de pilha, de rádio do carro, do som da sala, do “MPB FM. Todo mundo Ama”.
Viva a Música Popular Brasileira. Viva MPB FM.

27 de janeiro de 2017

“Se gritar pegar ladrão, não fica um, meu irmão”



Outro dia fui cortar o cabelo no barbeiro de sempre e, enquanto rolava a tesoura, víamos na TV a notícia que o empresário Eike Batista era considerado foragido, depois que a Polícia Federal decretou sua prisão por pagamento de propina ao então governador do Rio, Sérgio Cabral, já preso desde novembro. Aquele que já foi apontado como um dos homens mais ricos do mundo, e que já foi até capa da Revista Fobes, agora está na lista de foragido da Interpol.

A conversa com barbeiro seguiu, naturalmente, para o caso escabroso, até que ele solta: “já se tornou uma questão cultural. Todo empresário no Brasil já se acostumou a ser corrupto, porque, num país onde vivemos, é impossível ser 100% certinho. Claro que, no caso de um grande empresário, a chance de ser corrupto aumenta, para que ‘a roda continue a girar’. Todos querem ganhar, sejam os políticos, oferecendo vantagens, sejam os empresários pagando o preço para serem beneficiados”.

Parece absurdo (e é!), mas se parar para pensar, tirando a questão da ganância e do jogo de poder, muitos empresários só enriquecem de verdade porque não pagam todos os impostos ou esquematizam contratos para não seguir todos os deveres exigidos por lei. O que encontramos são empresários que não colocam na carteira de trabalho de seus funcionários, por exemplo, o salário que realmente ganham, preferindo pagar a maior parte por fora, diminuindo o custo por funcionário. “Se não for assim, todos os comércios estariam fechados nessa rua”, aponta o barbeiro.

Pior é quando aquele que deveria servir de exemplo é o primeiro a ser denunciado por inadimplência. Está hoje nos jornais que o vice-prefeito do Rio acumula uma dívida de mais R$215 mil em IPTU e ainda R$137 mil em impostos não pagos pela sua empresa de consultora. Segundo seu advogado, “o vice-prefeito, como muitos profissionais liberais, enfrenta dificuldades para pagar tributos por causa da crise econômica do país”. Se o vice-prefeito não paga, quem é que vai pagar?

Se o empresário não consegue pagar o imposto, o empregado ganha menos na carteira de trabalho e o Governo ainda está falido, então está tudo errado.

Para o simples cidadão, que acompanha os noticiários de políticos e empresários presos por propina, a situação de desespero só aumenta. Só para piorar, o pagamento parcelado da dívida do cartão de crédito acaba de ser banido. O preço para ser honesto no Brasil está custando caro.

Match ou Crush? Eis a questão!



A solteirice no mundo digital trouxe uma realidade que deixou de ser virtual faz tempo. Já foi época em que a “paquera” ficava restrita às salas de bate papo UOL.

 É hora de se arriscar nos inúmeros aplicativos de relacionamento, escolhendo aquele que melhor se encaixa na sua meta. A máxima “solteiro sim, sozinho nunca” nunca fez tanto sentindo aos adeptos dos aplicativos. Basta baixar no celular e começar a caça.

No Tinder é “Match”, no Happn é “Crusch”. Simples assim.

Há os que procuram seu par perfeito. Há os que só querem um sexo casual (a maioria). Há os que buscam até um relacionamento mais sério, mas no fundo sabem que a sacanagem é o que acaba rolando. Há os que rodeiam, marcam jantarzinho, investem no encontro. Há os que já dizem para o que veio e vão direto ao ponto. Há os que mentem para ganhar no final. Há os caças e os caçadores. 
Há os malandros. Há os enganados. Há os cumplices. Há os casados em pele de solteiros. Há os belos de corpo e feios de mente. Há os feios de corpo, mas inteligentes. Há também os normais.

Há os carentes, os loucos, os tímidos, os românticos, os maníacos, os sinceros, os sensíveis, os tarados, os inseguros, os profissionais, os ingênuos, os experientes, os recém-separados, os solteiros, os enrolados, os livres...

Há aqueles que nem sabem que existem tais aplicativos, e continuam conhecendo pessoas nos bares, nas festas, nas rodas de amigos, nas viagens, no bloco de carnaval. Esses também têm seu crush e dão match!