O que significa música para mim? Emoção. Desde criança, eu
sempre fui ligado à música. Pode parecer clichê, mas uma bela melodia é algo
que engrandece o espírito, eleva, nos faz buscar sentimentos diversos que
proporcionam desde a meditação, o relaxamento até a dança, para extravasar,
para se alegrar.
A música é capaz de nos fazer chorar, de nos fazer feliz,
nos remete uma lembrança boa ou ruim. A música tem um poder mágico de nos levar
num tempo só nosso, numa viagem íntima que ninguém, além de si mesmo, pode
imaginar. Quantas vezes me vejo emocionado, quando escuto uma bela melodia, sem
explicação para isso.
Tenho hábito de escutar música o tempo todo. Acordo
escutando música e durmo escutando música. Gosto de relaxar, sentar no sofá, ligar
o rádio e me embalar sem perceber a hora. Gosto de levar o pequeno rádio para o
banheiro, tomar banho escutando música. Quando posso, gosto de trabalhar,
escutando música.
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Minha cantora predileta |
E gosto de quase todos os estilos musicais, do clássico ao
mais atual, passando por músicas de todos os tempos. Prefiro as músicas
nacionais, porque entendo melhor o português que as demais línguas. O que me
chama mais atenção é a melodia, primeiro, depois vejo a letra. Por isso, não
descarto as músicas estrangeiras. Sou capaz de amar uma música sem mesmo
entender uma palavra do que está dizendo. E às vezes, quando vejo a tradução,
me decepciono, porque acho a melodia muito mais apurada do que a letra que
deram para ela.
Quando uma música tem belas letra e melodia, aí existe um
casamento perfeito. E para mim, a dupla que melhor representa esse casamento é
Tom e Vinícius. Um completava o outro: as poesias de Vinícius de Moraes
musicadas pelo maestro Tom Jobim. Daí nasceram: Eu sei que vou te amar e Eu não
existo sem você, minhas preferidas.
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A dupla perfeita |
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Melhor voz de todos os tempos |
Para curtir música boa, não tem idade. Digo pela minha
experiência, que desde criança sempre escutei de tudo. Gostava de escutar os
discos de vinil da minha avó, e daí viriam chorinhos de Nelson Cavaquinho,
Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu e Pixinguinha,
samba de Noel Rosa, Ary Barroso, assim como clássicos de Nat King Cole, Edith Piaf, Frank
Sinatra, Tonny Bennet e Elvis. Com meu pai, escutava as Big Bands, músicas
orquestradas, além de muito Roberto Carlos e Gal Costa. Adorava passar para
fita k7 (o que resolvemos hoje com um pendrive) as músicas da época (não perdia
o programa Globo de Ouro). Assim como ele, minha mãe também me ensinou a gostar
da eterna Bossa Nova. Com eles, conheci Toquinho, Carlos
Lyra, Nara Leão, João Gilberto, Baden Powell, Roberto Menescal, além, claro
da minha dupla preferida Tom e Vinícius. Sem esquecer da MPB de Caetano, Chico,
Bethânia, Elis Regina, Nana, Gilberto, Simonal, Djavan, Tim Maia, Jorge Ben,
Guilherme Arantes, Osvaldo Montenegro, Milton Nascimento...
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Ícone da geração anos 80 |
Sem contar que nasci na década de 80 e sou o filho caçula.
Por isso, algumas músicas entravam por osmose, o que me fez gostar de A-HA,
Madonna (na melhor fase “Like a virgin”), Duran Duran, The Police, Information
Society, Pet Shop Boys, Tears For Fears, U2 e, claro, Michael Jackson. Época
também de Lulu Santos, Legião Urbana, Paralamas, Ultraje a
Rigor, Titãs, RPM, Capital Inicial. E como não deixei de ser criança, também
vivi todo repertório de Xuxa, O trem da alegria, Balão Mágico e Sergio
Malandro.
Eclético, não? Então inclui também as músicas clássicas,
porque desde os seis anos, quando comecei a estudar piano, conheci e estudei
partituras de Johann Sebastian Bach, Mozart, Frederic Chopin, Beethoven e nosso
Villa Lobos. Confesso que relutava um pouco com minha antiga professora de
piano para estudar as músicas populares, mas o repertório clássico fazia parte.
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Para entender melhor o que é o samba |
“Quem não gosta do samba, bom sujeito não é, é ruim da
cabeça ou doente do pé”. Depois da Bossa Nova, samba é minha paixão e costumo
apreciar sem moderação. Passando por Noel Rosa, Pixinguinha, Cartola, Zé Kéti,
Chico Buarque, Paulinho da Viola, Vinicius (mais uma vez!), Nelson Sargento
chegando em Martinho da Vila, Jorge Aragão, Zeca, Beth Carvalho, e as novas
gerações: Teresa Cristina, Diogo Nogueira, Maria Rita, Roberta Sá, Mart´nalia,
Marisa Monte e tantos outros novos. Mas se me perguntarem o que mais gosto de
dançar agarradinho, certamente respondo que é o aconchegante forró nordestino
de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Elba Ramalho.
O que a música representa para você?
O que a música representa para você?
Um comentário:
Alô Mario,boa tarde! Tirando algumas coisas da década de 80 e o repertório infantil,talvez porque eu seja mais velha,temos um gosto musical muito parecido.Bethania,para mim é perfeita e até o que eu não gosto de seu repertório,aquela fase mais ¨romantica¨e comercial,escuto embevecida com a força de sua voz.Tenho uma máxima,parece aquelas de caminhão,que criei para mim e que aplico sempre que tropeço na vida:O mar lava,o samba cura e o futebol salva.É uma frase que me define e que deixa claro,no universo dos estilos musicais,o que me atrai e o que significa para mim,ou seja,entristeceu?Samba,samba que ele cura.Abraços mil,Anna Kaum.
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